Por Chris Hind
Eu não viveria no mundo que você me oferece. Não há sol, nem lua, nem ar para respirar. Não há fé... não há amor... não há honra ...
— Sir Walter Scott, “Ivanhoe”
No Mundo das Trevas, a cidade de Toronto não é glamorosa nem decadente. Não tem uma reputação significativa, nem é conhecida por suas lendas estranhas ou por eventos históricos importantes. A cidade é um modelo de moderação: discreta, silenciosa e despretensiosa. Entre os Kithain, Toronto é famosa tanto pelo denso nevoeiro de Banalidade que a rodeia quanto pela grande população de Pessoas Outonais que cruzam suas ruas.
Mas o Sonhar ainda não foi completamente rejeitado. Faíscas de Glamour estão grudadas nos cantinhos dos pátios e fachadas, nos lugares mais inacessíveis. Estes lugares tornaram-se lugares estranhos, ignorados e esquecidos, refúgio de fadas, quimeras e de inspiração.
Um desses abrigos fica entre um centro comercial e uma sinagoga, entre um prédio de escritórios de quatro andares e residências de classe média. É um vale de árvores que sobreviveu entre as rachaduras do aço e cimento. Nos registros que são mantidos nos salões reais do castelo de Tara-Nar, esse lugar é conhecido como a Propriedade Livre do Vale do Emaranhado. Os Infantes locais o conhecem como O Esconderijo dos Gângsteres.