Duendes, Nanatus, Caapuãs e Añamiris.
Muitas das fadas da América Latina trilharam um caminho bem diferente de seus homólogos do norte. Isso se deve em grande parte a dois fatores: a crença e a assimilação.
Enquanto os povos nativos dos Estados Unidos, Canadá e Caribe foram, em grande parte, subjugados, segregados ou totalmente aniquilados, muitos dos povos nos territórios espanhóis acabaram se misturando aos conquistadores europeus. Os espanhóis ainda exterminaram muitos e tentaram suprimir as crenças de muitos mais, mas apesar disso, uma variedade muito maior de crenças e mitos nativos pode ser encontrada entre a população latina do que entre os moradores dos Estados Unidos e Canadá. A crença no sobrenatural é muito comum em grande parte da América Latina, e isso tem mantido as fadas daqui mais fortes que no norte, onde os povos nativos foram, em grande parte, mantidos à distância. Além disso, as fadas da América do Sul, conhecida como Bellatierra, foram capazes de repelir logo no início as fadas europeias invasoras e ergueram uma muralha mística que manteve a maioria delas afastadas durante séculos.
Como resultado, as fadas da América Latina nunca perderam por completo a sua versão do Sonhar, embora ela tenha sido significativamente alterada por causa da fusão com o catolicismo e outras crenças espanholas e africanas. Há rumores que existem até mesmo lugares nas regiões mais remotas onde podem ser encontradas fadas verdadeiras, que não precisam se proteger da Banalidade.
Assim como as fadas nativas dos EUA e do Canadá se autodenominam Nunnehi e as do Havaí são os Menehune, as fadas da América Latina também adotaram um nome para si: Duendes. Em grande parte do México e outros países da América Central este é o termo pelo qual os mortais se referem a elas.
O termo também é comum nos países de língua espanhola da América do Sul, mas devido ao longo isolamento causado pela muralha outros termos acabaram sendo usados com o passar do tempo como Caapuã e Añamiri do tupi, ou Nanatü do tikuna.
As fadas latino-americanas aceitaram o termo também por outra razão; ele também era o nome do Kith mexicano que lhes trouxe a sua própria versão do Caminho Changeling e do Caminho Nunnehi. Eles se referiam a este novo caminho como Caminho Duende. Ao contrário do Caminho Nunnehi, o Caminho Duende não estava tão ligado ao sangue das tribos, mas ao contrário do Caminho Changeling, ele acontecia com mais frequência entre povos que possuíam fortes laços e crenças nas fadas. Os Kiths vinculados a esses povos passavam suas lendas adiante e as mantinham vivas, assim qualquer pessoa nascida na América Latina pode despertar com um Duende, tal como acontece com os Kithain na Europa e em Concórdia.
Abraçando um modo diferente de se protegerem da Banalidade, algumas fadas assumiram o Caminho Changeling ensinado pelos Kiths africanos trazidos ao continente pelo comercio de escravos do Atlântico ou talvez pela própria Síochain das Montanhas, Cuyania. Mesmo assim muitos Kithain desta região ainda se identificam como Duendes.
Local Original: http://wodcityofangels.com/
Autor: Wind