Assim como os humanos, cada Pooka tem uma forma própria de lidar com as emoções dentro de si. Experiências únicas formam seus gostos, aversões, esperanças, medos, necessidades e desejos. Os legados dos Pooka variam tanto quanto os de qualquer outro Kith, tanto entre os Seelie quanto entre os Unseelie. Existe um número infinito de tons de cinza para a personalidade dos Pooka, nada é preto ou branco. Sendo um Kith tão variado, provou-se ser impossível categorizá-los de alguma forma, exceto da maneira mais estereotipada. Muitos os enxergam apenas como os palhaços e os pregadores de peças da sociedade feérica. Muitos Pooka parecem encontrar aceitação e liberdade nessa função, renunciando à sua tristeza e abraçando o humor e a alegria em vez do horror. Outros não conseguem, e o problema é que os outros fae praticamente ignoram que existe um ser embaixo do chapéu do bobo da corte.
O aspecto mais revelador da personalidade de um Pooka é a resposta para a pergunta: Como é que ele lida com a sua dor? A maioria ri. Eles riem para não chorar. Eles se escondem atrás de seus rostos de palhaço na esperança de que, se o fizerem, talvez comecem a acreditar e, eventualmente, isso se torne verdade, e eles encontrem a felicidade novamente. Ao contrário do que todos pensam os Pooka não animam os outros com objetivos totalmente altruístas. A tristeza dos que os rodeiam os lembra da sua própria dor.
Por que alguém finge ser mais forte, mais esperto ou mais corajoso do que realmente é? Para esconder suas fraquezas dos outros, é claro, ou talvez para que eles mesmos não tenham que enfrentar essas fraquezas. Heróis e valentões têm mais do que apenas a sua bravura aparente. Esses Pooka mentem para si mesmos e para os outros quando afirmam que não sentem dor e que nada os incomoda. Eles sorriem diante dos insultos, fingindo que sabem mais. Paus e pedras podem quebrar seus ossos, mas palavras nunca os machucarão? Mas por dentro, eles estão sangrando.
“Mas por quê?” Não existe uma pergunta mais infantil, exceto talvez: “Mas por que não?”. Tradicionalmente, com a idade adulta surge a responsabilidade. Todos têm que pagar suas contas, pagar seus impostos, participar de reuniões, vestir-se adequadamente, tomar banho regularmente e seguir a lei. Que banal. Quer seja uma filosofia consciente ou inconsciente, alguns Pooka rejeitam a responsabilidade. Muitos simplesmente não entendem porque tudo isso é necessário. Outros optam por não seguir as regras da sociedade, porque se opõem a tudo o que a sociedade representa.
O estereótipo típico compara os Pooka com Infantes travessos. Porém, nem todas essas fadas são Infantes. O filhote brincalhão se transforma em um tigre esfomeado; o filhote fofo se transforma em um lobo que rosna, e o cervo de pernas trêmulas se transforma em um veado de chifres afiados. Conforme amadurecem, os Pooka descobrem o prazer físico e outras distrações boêmias. Alguns buscam abrigo da dor em seus vícios. Os mulherengos podem se esconder de suas emoções através da promiscuidade e da experimentação sexual. Os Pooka alcoólatras bebem para esquecer e encontrar uma felicidade artificial que não conseguem obter de forma natural.
Ninguém gosta de sofrer sozinho. Estes Pooka querem compartilhar a riqueza com todos. Eles podem não fazer isso de forma consciente, mas alguma parte secreta de si quer se certificar de que todos os outros sofram tanto quanto eles. Eles podem não machucar fisicamente, mas seus comentários cáusticos e sarcásticos são cruéis e profundos.
Cuidado? O que é isso? Muitos Pooka acreditam que não têm mais nada a perder e se jogam em situações perigosas sem pensar ou se preocupar com sua própria segurança. Essas fadas são sempre as que estão à frente de um combate. Se jogam para o combate com total desapego e lutam como se não tivessem nada a temer. Alguns dos mais famosos guerreiros Pooka adquiriram sua reputação porque sua falta de cautela foi entendida como bravura. Quase todos eles tiveram mortes horríveis.