NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
(Veja os evangelhos da Missa da manhã e o da noite do dia 25 logo após os comentários ao evangelho do dia 24).
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MISSA DA NOITE DO DIA 24:
Salmo responsorial: 95(96)-R- Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo, o Senhor.
Evangelho de Lucas 2,1-14
MISSA DA NOITE DO DIA 24 - EVANGELHO Lc 2,1-14
Naqueles dias, saiu um decreto do imperador Augusto mandando fazer o recenseamento de toda a terra 2 – o primeiro recenseamento, feito quando Quirino era governador da Síria. 3 Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade. 4 Também José, que era da família e da descendência de Davi, subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, à cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, 5 para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Quando estavam ali, chegou o tempo do parto. 7 Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. 8 Havia naquela região pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho. 9 Um anjo do Senhor lhes apareceu, e a glória do Senhor os envolveu de luz. Os pastores ficaram com muito medo. 10 O anjo então lhes disse: “Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: 11 hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor! 12 E isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido, envolto em faixas e deitado numa manjedoura”. 13 De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste cantando a Deus: 14 “Glória a Deus no mais alto dos céus, e na terra, paz aos que são do seu agrado!”
Hoje, quarta-feira, dia 24 de dezembro, Missa da noite.
No Evangelho de Lucas 2, 10 e 11 nos diz: “Eu vos anúncio uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor”.
É na fragilidade, na dependência, na ternura, na simplicidade de um bebê recém-nascido, que Deus se faz presente no meio do povo.
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós!
Aconteceu que naqueles dias, César Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento de toda a terra. Este primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria.
Com estas palavras, Lucas introduz a sua narrativa sobre o nascimento de Jesus e explica porque ele aconteceu em Belém: um recenseamento, com a finalidade de determinar e depois cobrar os impostos. Essa é a razão pela qual José e Maria se deslocam de Nazaré até Belém.
A menção de César Augusto não é por acaso. Ela é intencional: serve para colocar em relação Jesus e César Augusto. O que eles têm em comum? O que eles têm de diferença?
Há uma inscrição histórica na qual vemos como César Augusto queria ser visto e considerado. O nascimento do Imperador conferiu uma fisionomia diferente ao mundo inteiro. O mundo teria se arruinado, se não tivesse nele nascido e brilhado uma felicidade universal. A Providência, que dirige a nossa vida, cumulou este homem de tais dons para a nossa salvação e para a salvação das gerações futuras. O dia do nascimento do Imperador foi para o mundo o início do evangelho. A partir do nascimento do salvador deve começar uma nova contagem do tempo (tradução livre da Inscrição de Priene, 9 a.C.).
Notem que César Augusto se considera e deseja ser considerado soter = salvador. O próprio título de Augusto possui uma conotação divina (sebastos = adorável). O imperador César Augusto queria ser considerado como o salvador que começou um novo tempo, e por isso o tempo devia começar a ser contado a partir dele.
Duas coisas importantes já podemos indicar sobre o nascimento de Jesus. Jesus não é um mito. Ele é um personagem histórico que pertence a um tempo e a um lugar: nasceu em Belém, no tempo de César Augusto, quando Quirino era governador da Síria, no contexto do recenseamento.
No tempo do nascimento de Jesus, todos falavam de paz e de justiça para o mundo todo. Também César Augusto se fazia chamar de salvador e de príncipe da paz. Depois dele, os Imperadores romanos faziam questão de serem saudados de “restaurador do mundo”, “esperado do povo”, “restituidor da luz”. Para o senso comum, para a maioria das pessoas a mentalidade era a de que somente o forte, somente quem tem o poder dos exércitos, só quem tem o comando pode impor a paz ao mundo e trazer a salvação para a humanidade.
O que os anjos anunciam aos pastores arrebenta com essa mentalidade!
Hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor.
Isto vos servirá de sinal: Encontrareis um recém-nascido
envolvido em faixas e deitado numa manjedoura.
O sinal de que nasceu o Salvador é um não-sinal: é um recém-nascido, envolvido em faixas, deitado numa manjedoura!
Somente Deus podia realizar uma mudança tão radical da lógica humana. Somente Deus poderia pronunciar um não tão radical àquilo que as pessoas sempre pensaram. Nós sozinhos nunca teríamos ousado afirmar tamanha reviravolta na escala de valores. Sozinhos nunca teríamos cogitado uma novidade tão grande quanto revolucionária. O Salvador, o Príncipe da Paz, o Cristo Senhor é este recém-nascido envolto em faixas, deitado na manjedoura.
O que viram os pastores e o que nós devemos ver?
O menino envolvido em panos já antecipa a hora da morte e da sepultura de Jesus. Jesus é desde o seu nascimento o imolado e a manjedoura se torna já o altar do sacrifício.
A manjedoura é o lugar onde os animais encontram o seu alimento. No natal, está deitado na manjedoura aquele que é o Pão descido do céu para ser nosso Pão da vida. A manjedoura se torna a mesa de Deus para a qual somos convidados para comer o Pão de Deus.
Na pobreza do nascimento de Belém se revela que o verdadeiro Salvador e o Príncipe da paz não é César Augusto, mas o recém-nascido envolto em faixas e deitado na manjedoura.
Natal é o encontro do Deus humilde e frágil que vem até nós.
É a arte divina do encontro que cura todo mundano desencontro!
No Natal nós vamos a Ele, porque Ele veio a nós, indefeso, desarmado e humilde.
Neste Natal, deixemo-nos olhar pelo Senhor;
permitamos que Ele venha a nós,
Abraçados por esse Amor terno e pessoal do Verbo Encarnado,
desejo a você e à sua família, um Santo Natal!
MISSA DA AURORA, NA MANHÃ DO DIA 25:
1ª Leitura:Isaías 62,11-12
Salmo responsorial: 96(97) -R- Brilha hoje uma luz sobre nós, pois nasceu para nós o Senhor.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,15-20
15 - Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu, os pastores disseram entre si: "Vamos a Belém ver este acontecimento que o Senhor nos revelou". 16 - Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 - Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 - E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 - Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 - Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Palavra da Salvação.
MISSA DO DIA, À NOITE DO DIA 25
1ª Leitura: Isaías 52,7-10
Salmo responsorial: 97(98)R- Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 1, 1-18
1- No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2 - No princípio estava ela com Deus. 3 - Tudo foi feito por ela, e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4 Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5 E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. 6 Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9 daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. 10 A Palavra estava no mundo - e o mundo foi feito por meio dela - mas o mundo não quis conhecê-la. 11 Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12 Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, 13 pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. 14 a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15 Dele, João dá testemunho, clamando: "Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim". 16 De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17 Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. 18 A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. Palavra da Salvação.
Hoje, quinta-feira, Missa da noite do dia 25.
O Evangelho de João, 1, 14, nos diz: “E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho Unigênito, cheio de graça e de verdade”.
É Deus que deseja ser e estar conosco. Sua luz que nos ilumina e conduz, é pura graça. Deus Pai, oferece a humanidade, a vida em plenitude. Jesus é a Palavra geradora de vida ao homem e ao mundo. Em Cristo, nasçamos de novo!