ANO A - Mt 21,1-11
ANO B - Marcos 11,1-10
ANO C - Lc 19,28-40
ANO A - Mt 26,14-27-66
ANO B - Mc 14,1-15,47
ANO C - Lc 22,14-23,56
Iniciamos neste domingo a semana santa, recordando a entrada de Cristo em Jerusalém para celebrar a sua páscoa. Como o povo da antiga aliança, que durante a festa das tendas levava ramos nas mãos, significando a esperança messiânica, renovamos neste dia nossa adesão a Cristo, Senhor da História. Escutando e participando da liturgia da paixão do Senhor, deixamos que o mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus se realize em nossa vida.
A Palavra acolhida com fé, não fala ao passado, não lembram histórias de outrora, ela continua a realizar-se em cada um de nós pela potência do Espírito.
“Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21,9). Com esse refrão acompanhamos a procissão até a porta da igreja. A entrada messiânica de Jesus em Jerusalém, no júbilo e na alegria, é inseparável da proclamação da Paixão, centro da liturgia eucarística deste domingo (Mt 26,14—27,66.
O profeta Isaías, define a figura e missão do Servo do Senhor sofredor, salvado por Deus e por ele escolhido a tornar-se Salvador não somente de Israel, mas de todos os povos (Is, 50,4-7), destaca a mesma intrínseca conexão entre sofrimento e salvação.
O apóstolo Paulo proclama a mesma mensagem ao apresentar Cristo como modelo inspirador da nova maneira de viver na comunidade dos discípulos. A comunidade dos Filipenses, ainda nova na experiência de fé, vive uma situação de competição e de conflitos entre seus membros. Paulo oferece a ela a única saída, coerente com o Evangelho que receberam e que os fez crescer como comunidade de irmãos e irmãs. Paulo convida os membros da comunidade a voltar às origens, à nascente da vida cristã: é a relação estabelecida com Jesus no Batismo e seu exemplo. Jesus, o Verbo de Deus, despiu-se voluntariamente da sua dignidade divina, para assumir nossa condição humana. Pelo paradoxo do amor do Pai, porém, em razão desta humilhação ele foi glorificado pelo Pai e constituído Senhor e Salvador de todos (Fl 2,6-11).
Fazer próprios os sentimentos de Cristo, como Paulo pede aos filipenses, para viver a Páscoa de Jesus, superando os impulsos do egoísmo e da cobiça, exige que aprendamos a nos “despojar do homem velho e a nos revestir de Cristo ou do homem novo”, como o mesmo Paulo vai repetindo em suas cartas.
É assim que a narração da Páscoa de Jesus se torna nossa mesma experiência, nossa Páscoa. A Palavra de Deus continua a “fazer-se carne” na nossa carne, isto é, na nossa vida.
Uma Santa Semana.
Pe. Manoel Júnior