6ª FEIRA DA 2ª SEMANA DA QUARESMA
LINKS AUXILIARES:
Primeira Leitura: Gênesis 37,3-4.12-13.17-28
Salmo Responsorial: 104(105)R- Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
Evangelho: Mateus 21,33-43.45-46
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao meu filho eles vão respeitar'. 38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!' 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?' 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: 'Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.' 42Então Jesus lhes disse: 'Vós nunca lestes nas Escrituras: 'a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos'? 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta. Palavra da Salvação.
Gn 37,3-4.12-13.17-28
Os sonhos de José foram uma profecia sobre o futuro, um futuro que beneficiaria não somente a ele, mas também a todo o povo. Os irmãos de José, porém, não compreenderam e fizeram de tudo para impedir que estes sonhos se realizassem. Eles se opuseram de todas as formas à realização dos planos divinos. Da mesma forma agiram os chefes religiosos que perseguiram e crucificaram Jesus, invejosos da sua influência e temerosos de perder o poder.
A inveja é uma das coisas que mais profundamente fere o coração, sobretudo porque a inveja se baseia no bem que os outros têm ou fazem. Não havia motivos para invejar Jesus, ele só fez o bem, o mesmo aconteceu com José, com Abel e com todos os justos da Sagrada Escritura.
Deus, no entanto, não se deixa vencer pela inveja. Na história de José a inveja é vencida de modo maravilhoso. No Egito, ele não se vingou dos irmãos, mas os salvou da fome e da carestia. José viu no exílio e nos sofrimentos uma preparação que possibilitou aquilo que Deus queria para salvar os seus irmãos e o seu povo da miséria.
A história de José não é a história de um homem magnânimo, mas a história da providência de Deus que vence a maldade humana. Apesar do mal, Deus sempre realiza o seu plano salvífico.
Jesus venceu a inveja aceitando ser o último de todos. Se olharmos o Senhor crucificado veremos que ele não provoca em nós nenhuma inveja: Ele cura nossa inveja na sua carne pregada na cruz. Sendo o último, Jesus demonstra que o seu poder, o seu domínio é o domínio e a onipotência do seu amor, de seu serviço a todos. Assim se realiza de modo surpreendente o plano de Deus, não obstante a maldade e a inveja humana.
Peçamos a Deus que nos cure de nossa inveja e coloque em nós um coração manso e humilde à semelhança de Jesus Cristo.