Salmo 50/51 Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
Evangelho Mateus 9, 14-15
Naquele tempo: 14Os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: 'Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?' 15Disse-lhes Jesus: 'Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão. Palavra da Salvação.
Vocês estão bem?
Hoje, sexta-feira.
O Evangelho de Mateus 9, 14 e 15, diz: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os seus discípulos, não? Disse-lhes Jesus: Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”.
Quando no nosso caminho de fé, nós perdemos de vista Jesus, tudo se torna uma prática penitencial que tem um fim em si mesmo, e não gera frutos.
Abençoado dia a todos!
Forte abraço!
Pe José Antonio.
Comentário mais extenso:
Meu irmão, Minha irmã!
Is 58,1-9a
O tempo de quaresma é tempo de penitência. Em todos os nossos esforços penitenciais, porém, há sempre o perigo do egoísmo e do orgulho: procuramos a perfeição pessoal diante de Deus e nos pomos em um pináculo sem nos preocupar com o próximo. A religião acaba por nos separar da relação com as pessoas. A religião se torna assim como que uma realidade separada da vida, se transforma em domínio do sagrado. Deus e eu, e o resto não importa.
A leitura de Isaías nos acautela contra esse erro. Com efeito, a Igreja, neste tempo de esforço ascético ouve esse texto do AT para endereçar os esforços penitenciais no caminho certo: não buscar ter uma relação privada com Deus, mas procurar o progresso nas relações interpessoais.
Uma das práticas privilegiadas neste tempo da quaresma é o jejum. Trata-se de uma prática penitencial muito tradicional já no AT. O jejum, porém, não pode ser realizado como uma ação exterior desligada da prática das obras de misericórdia. Um jejum unicamente ritual não é agradável a Deus. Por isso ouvimos pelo profeta: “Deixai de jejuar como até agora. É isto que chamais de jejum, um dia agradável ao Senhor? Acontece que, no dia do vosso jejum, continuais nos vossos negócios e oprimis todos vossos operários. Jejuais, continuando as contendas e rixas, e bateis nos outros impiamente”.
Podemos, com efeito, nos aproximar de Deus com pretensões de sermos religiosos e piedosos unicamente por praticar a religião. Mas a religião não se limita às práticas religiosas. Estas devem ser acompanhadas de obras de misericórdia: “Acaso o jejum que prefiro não será este: quebrar os grilhões iníquos, soltar as cordas do jugo, deixar livres os quebrantados, romper toda a opressão? Não será, também, repartir teu pão com o faminto, recolher na tua casa os indigentes e errantes? Quando vires alguém nu, veste-o, e não desprezes a tua própria carne!
Não basta somente uma proximidade ritual de Deus. A Deus agrada sobretudo a proximidade com os pobres e sofredores. O jejum autêntico e as obras de misericórdia chegam quase a divinizar a pessoa humana. Pela caridade o ser humano resplandece a glória de Deus.
Nesta quaresma procuremos praticar a penitência e as obras de misericórdia.