14º DOMINGO DO TEMPO COMUM-A
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AS LEITURAS DESTA PÁGINA E DO MÊS TODO
Primeira Leitura: Zacarias 9,9-10
Salmo Responsorial 144(145)R- Bendirei eternamente o vosso nome, ó Senhor!
Segunda Leitura: Romanos 8,9.11-13
Evangelho: Mateus 11, 25-30
Naquela ocasião, Jesus pronunciou estas palavras: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28 Vinde a mim, todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vós. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Neste domingo, Jesus entoa um hino de ação de graças ao Pai pela acolhida que os mistérios do Reino encontram entre os pequenos e humildes, pecadores e marginalizados. Ao mesmo tempo, ele revela que a salvação é dom de Deus a todos, e não monopólio dos “sábios e inteligentes”. Quer dizer, a Boa-Nova de Jesus sobre o Reino, o amor do Pai e seu plano salvífico, a paternidade de Deus e a fraternidade entre as pessoas são realidades que não compreendemos apenas no plano das ciências humanas, mas pela graça de Deus concedida aos simples e negada aos autossuficientes. Jesus exalta a sabedoria dos simples diante dos planos do Pai. Sua oração evidencia que Deus não se deixa comover pelos inteligentes “que nada mais são do que ideias”.
Deus se revela unicamente aos puros de coração – os simples. Os sábios e inteligentes também podem compreender os mistérios do Reino. Para isso não precisam abandonar o empenho em seus estudos e pesquisas. Concluir de imediato que os intelectuais compreendem menos que os demais é uma conclusão, pelo menos, reducionista. Jesus nos alerta que “as coisas” do universo do Reino de Deus não são perceptíveis simplesmente pelo esforço intelectual. A percepção dos segredos (mistérios) de Deus requer algo distinto. Os sábios que orgulhosos que confiam apenas em sua sabedoria, autossuficiência, julgam poder salvar-se com os próprios recursos de inteligência e poder. Doutra parte, “os pequeninos” são humildes, abertos ao dom da fé e dotados de sensibilidade pelas “coisas” do Reino. A pequenez, do ponto de vista evangélico, é sinônimo de simplicidade, naturalidade, espontaneidade, de uma pessoa sem complicações e pretensões, capaz de receber, de admirar e de agradecer – realidades que evocam um estilo de vida. Quem de nós não conhece pessoas brilhantes em sua inteligência e que, simultaneamente, são simples, próximas, conviviais e ternas com todos? Igualmente conhecemos pessoas pouco cultas, mas pretensiosas e arrogantes.
O que nos dá condições para perceber os mistérios do Reino de Deus? A resposta é: “Aprendam de mim, porque sou manso e humildade de coração”. Há virtudes que podemos aprender de outros mestres. Mas a mansidão e a humildade de coração, tão importantes no programa formativo do cristão, Cristo deseja que as aprendamos dele, ao mesmo tempo, mestre e modelo.
Jesus, manso e simples, Messias e Salvador, não afasta ninguém de sua presença. Pelo contrário, atrai e aproxima. As pessoas achegam-se confiantes e Ele constata que há gente aflita, sobrecarregada e lhe faz um convite: “venham a mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso”. Podemos nos perguntar: quem são, hoje, os cansados e aflitos que Jesus chama para junto de si? Cansados e aflitos poder ser todos aqueles que sofrem na vida por falta de saúde, carentes de dignas condições de vida, preocupados com o futuro de seus filhos, angustiados diante dos mecanismos opressores e geradores da violência.
“Vinde a mim todos vocês” é convite à vida nova que inclui a alegria da convivência gratuita, de comer juntos, o entusiasmo para progredir, o gosto de trabalhar e aprender, a alegria de servir a quem necessita de nós, o contato com a natureza, o entusiasmo por projetos comunitários... e todas as coisas com as quais o Pai nos presenteia como sinais de seu sincero amor. Aderindo ao convite de Jesus, nos tornaremos dóceis discípulos seus e, em seu seguimento, aprenderemos dele, que dá dignidade e plenitude à vida.