Irmãos e Irmãs,
Estamos no início do tempo comum. Estes primeiros domingos nos lembram o começo da vida pública de Jesus, falam dos primeiros discípulos e dos encontros com o povo.
Jesus deixa Nazaré e vai viver em Cafarnaum, que fica à margem do lago de Genesaré. É uma região em que o povo era misturado: judeus e pagãos. Dessa região não se podia esperar grande coisa, os habitantes não eram exemplos de seguidores fiéis da lei. Por isso se aplica a essa região a palavra do profeta: O povo que vive nas trevas viu uma grande luz.
Justamente entre esta gente Jesus encontra seus primeiros seguidores e a este povo ele diz: Convertam-se, porque o Reino do Céu está próximo. Sabemos que por um lado, Jesus anuncia o que o povo espera: O Reino de Deus. Mas a pergunta é: Que tipo de Reino?
O Reino de Deus que se esperava, no tempo de Jesus, era um Reino político, um Reino de poder, um Reino para aqueles que se comportam bem.
Jesus fala do Reino, mas seu Reino é outro. Mas tarde, já preso e condenado, ele vai dizer a Pilatos: Meu Reino não é deste mundo.
Este problema continua nas comunidades às quais Paulo escreve cartas, por exemplo na comunidade de Corinto, que sofre divisões, porque uns dizem que são de Paulo, outros são de Apolo etc. Paulo diz: Somos todos de Cristo, de Cristo que morreu por nós todos na Cruz.
Pertencemos à Igreja que está concreta e viva na comunidade da qual participamos. Pode ser que nossa comunidade concreta não seja “grande coisa”, como a região de Cafarnaum que não era muito reconhecida. Pode ser que nos assustemos com notícias de tanta guerra, conflitos graves, narcotráfico, agressões domésticas..., realmente andamos nas trevas, como diz o profeta Isaías, na 1ª leitura. Vale também para nós a promessa do mesmo Profeta Isaías que fala da Luz que brilha nas trevas. Esta luz é Cristo que nos fala de muitas maneiras, cada dia, nas mais diversas circunstâncias.
Ir. Timótea OSB