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AS LEITURAS DESTA PÁGINA E DO MÊS TODO
Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do Mar da Galileia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas; "O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça!".
Irmãos e Irmãs!
Neste 15º. Domingo do Tempo Comum, temos mais uma vez, a oportunidade de agradecer o nosso Deus que nos favorece com a preservação da vida por meio das sementes, sejam elas nutrientes de nosso corpo ou de nossa alma. Sem elas, onde estariam a multiplicação dos alimentos e de todos nós! O profeta Isaías (Is. 55, 10-11) nos fala dessa generosidade e carinho de Deus para conosco. E por esse motivo que Ele nos envia, “a chuva e a neve” que nos garante a fertilidade do solo, a brotação das sementes e a felicidade de uma boa colheita (Sl. 64/65). Nessas sementes que se multiplicam estão contidas as bênçãos para a manutenção da vida em nossos corpos.
O Evangelho de Mateus 15, 1-23 apresenta Jesus dentro de uma barca, falando para mais uma multidão. Desta vez, Jesus narra uma parábola: “SAIU O SEMEADOR A SEMEAR...” O Semeador e o dono das sementes é o próprio Senhor Jesus; nós somos os vários tipos de terreno onde são lançadas as sementes! Sabemos, por constatação, que nem sempre somos um terreno bem preparado; que as sementes até podem brotar, mas nem sempre encontram a profundidade necessária para criar as raízes; outras nem conseguem germinar no chão batido de nossas indiferenças e, mais outras que caem no meio de plantas diversas e são sufocadas por tantas propostas e comandos atuais. Assim não produzem frutos com mais sementes e vão perecendo entre ilusões e enganações. Regra geral, passamos a viver de desculpas. Até aceitamos as sementes do Mestre Semeador, mas damos preferência a outras coisas que o mundo nos oferece. O interessante é que o Mestre Jesus fala em produtividade em terra boa, mas com porcentagens diferentes: cem; sessenta e até trinta por cento! Indago de mim mesmo qual a porcentagem de sementes germinadas em minha vida. Será de trinta por cento ou mais? No meu entender de caboclo lavrador, avalio que devo melhorar a produção! Infelizmente, há muita semente desperdiçada!
O Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos 8, 18-23, nos alerta que, por enquanto, aguardamos o resultado da semeadura em nossas vidas: os “frutos do Espírito” , a “adoção de filhos” e a “libertação para os nossos corpos”! As sementes plantadas pelo Mestre e Senhor Jesus, se germinadas e crescidas produzirão os “frutos do Espírito”. Se precisamos de alimentos que nutram os nossos corpos nesta vida; muito mais precisamos dos frutos do Espírito Santo de Deus que nos nutram para a Vida Eterna. Estamos vivendo, como afirma o Apóstolo Paulo, “entre dores de parto” aguardando esse tempo definitivo quando estaremos livres “da corrupção para participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus”. Infelizmente, neste espaço temporal, junto a sementeira de nossas vidas também cultivamos muitas pragas! Não foi por acaso que o Semeador Jesus nos ofereceu também o seu preciosíssimo sangue! Há, ainda, uma afirmação do Mestre que nos alerta: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mt. 13, 8 ). Fico preocupado com a nossa surdez, com o “faz-de-conta” ou com as falsas seguranças nas quais me apoio: que sou religioso cumpridor de normas, obrigações, mil devoções e pouco preocupado em ser “SAL e LUZ” nos ambientes que vivo ou transito!
Hoje, vou solicitar que os Irmãos e as Irmãs meditem comigo a oração de Francisco de Assis, o santo que descobriu que precisamos cultivar as sementes colocadas em nós pelo Cristo Jesus para que delas nasçam os “frutos do Espírito”. “Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa Paz: onde houver ódio que eu leve o Amor...”
Irmãs e Irmãos, abençoado dia do Senhor e santa semana com a distribuição generosa dos frutos do Espírito!
Prof. João J. C. Sampaio, Sorocaba SP