SEXTA FEIRA DA 23ª SEMANA DO TEMPO COMUM
1ª. Leitura: 1 Coríntios 9,16-19.22b-27
Salmo responsorial 83(84)R- Quão amável, ó Senhor, é a vossa casa!
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 39Jesus contou uma parábola aos discípulos: “Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. – Palavra da salvação
Todos sabem que um atleta de alto rendimento precisa se submeter a uma disciplina de vida que o obriga a muitas renúncias voluntárias. E tudo isso para alcançar um prêmio passageiro. A vida do cristão é também parecida ao do atleta: precisa se submeter a uma disciplina de vida que implica muitas renúncias voluntárias. E tudo isso não para alcançar um prêmio passageiro, mas eterno.
De fato, na vida cristã, a caridade exige a renúncia aos próprios e indiscutíveis direitos, assim como aconteceu com Paulo e Barnabé. Eles tinham direito de serem sustentados economicamente pela comunidade, mas renunciaram a esse direito indiscutível porque não pregam o Evangelho por iniciativa pessoal, mas unicamente impelidos pela graça.
E Paulo é tão delicado na sua exposição que não apresenta o seu exemplo como uma acusação velada contra os fiéis de Corinto: “Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível”.