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AS LEITURAS DESTA PÁGINA E DO MÊS TODO
Ao passar, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse- lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu-o. 10Depois, enquanto estava à mesa na casa de Mateus, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se à mesa, junto com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e disseram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os publicanos e pecadores?” 12 Tendo ouvido a pergunta, Jesus disse: “Não são as pessoas com saúde que precisam de médico, mas as doentes. 13 Ide, pois, aprender o que significa: ‘Misericórdia eu quero, não sacrifícios. De fato, não é a justos que vim chamar, mas a pecadores”.
Prezados irmãos e irmãs!
No Evangelho de hoje, Jesus chamou Mateus, quando passava em frente a sua banca de Cobrador de Impostos. Não exigiu que primeiro ele fosse fazer um retiro para reconhecer o seu pecado, para segui-lo, mas o chamou do jeito que ele era: cobrador de impostos, considerado pecador público para os judeus, explorador do povo, e que estava a serviço do Império. Mas quem é chamado por Jesus, e toma de imediato a decisão de segui-lo, como fez Mateus, aceitando o seu convite, é alguém que está à procura de algo, desejoso de mudar de vida. Jesus não o levou a alguma sinagoga para convertê-lo, nem ao templo, pois poderia ser escorraçado, mas foi à sua casa para jantar, e sem nenhuma cerimônia sentou-se à mesa com Mateus e seus amigos, todos cobradores de impostos, e portanto, pecadores como ele.
Jesus não chamou Mateus por acaso, mas sim, porque viu, no seu coração, o desejo sincero de mudar de vida, pois é aí que começa a verdadeira religião: no mais íntimo do homem, e não naquilo que se aparenta ser. Na religião da aparência, que viviam os fariseus, a referência não era o amor e a misericórdia Divina, mas a lei, pois isso se escandalizam e fazem duras críticas ao verem Jesus comendo com os pecadores. Nas palavras de Jesus, ao afirmar que veio para os doentes e não para os sadios, Mateus torna-se um homem curado, enquanto que os fariseus continuam enfermos.
Na primeira leitura vemos Deus censurando o seu povo, através do profeta Oseias, por esta mesma razão: falta de sinceridade, pois o amor para com Deus era como nuvem passageira e como orvalho que se desfaz ao sol, não era um amor consistente, expressado com atitudes, embora fizessem holocaustos e sacrifícios de purificação, mas, no seu interior, continuavam impuros.
A relação com Deus, através de religião, quando é sincera e brota do mais íntimo do coração do homem, respondendo ao chamado Divino, gera uma confiança inabalável, que o faz ser fiel a Deus, como Abraão, que o apóstolo Paulo dá como exemplo de Fé à comunidade de Corinto, onde, a sua idade avançada e a esterilidade da esposa Sara, não impediram que ele acreditasse na promessa Divina, sendo-lhe extremamente fiel e sincero na sua relação com Deus, ou seja, ele acreditou no Poder de Deus, e a Fé passou a ser a razão da sua vida, lembrando o apóstolo que assim também deve ser a nossa Fé em Cristo Jesus, que ressuscitou dos mortos tornando-se Nosso Senhor. Se a religião for apenas de aparência, a Fé não resistirá às tribulações, porque faltará a confiança em Deus.
Vivemos tempos em que a nossa confiança e fidelidade a Cristo e à sua Igreja vem sendo posta à prova, e corremos também o risco de vivermos um cristianismo só de aparência, se negarmos os ensinamentos da Igreja, e não dermos ouvidos a nossos pastores por causa das ideologias do mundo que estão contaminando a nossa fé.