4ª FEIRA DEPOIS DA EPIFANIA
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Salmo 71(72)-R- As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelho de Marcos 6,45-52
Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: 'Coragem, sou eu! Não tenhais medo!' 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. Palavra da Salvação.
O Evangelho de Marcos 6, 45 e 46, nos diz: “Depois de saciar os cinco mil homens. Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem a frente para Betsaida, na outra margem. Enquanto despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar”.
Todo batizado é obrigado a entrar na barca de Jesus e ir a outra margem, para testemunhá-lo. E Jesus, depois de ter alimentado a multidão, necessita subir ao alto, dirigir seu olhar ao Pai, numa profunda intimidade!
Mc 6,45-52
Jesus, com o pretexto de despedir o povo, obriga os discípulos a embarcar e atravessar o mar e aí os deixa sós, a noite toda até a aurora, enquanto ele fica sozinho no monte para estar em oração e na presença do Pai. A oração faz parte da missão de Jesus, não é algo dispensável.
Os discípulos experimentam a oposição dos elementos contrários à travessia e que ameaçam a vida deles. A água e o vento, a tempestade e a noite fazem os discípulos experimentarem a ausência de Jesus. Mas eles não compreendem que Jesus não está ausente. Na oração, Jesus vê os discípulos cansados de lutar contra o vento contrário e as águas agitadas. Para Jesus, a intimidade com o Pai não impede que ele esteja junto com os discípulos. O estar na presença do Pai não é o contrário da presença de Jesus entre os discípulos.
Podemos sentir que Jesus está ausente, e isso é bom na medida em que nos faz cair na conta de que sem Jesus não conseguimos fazer a travessia. Devemos, porém, também cair na conta de Jesus, por estar no Pai, está agora mais presente, mais ativo do que nunca em nossa vida. Assim deveríamos fazer: a oração não é algo dispensável na nossa vida. Buscar a intimidade com o Pai não deve ser fuga da fraternidade, pelo contrário, deve nos fazer ver os irmãos em Deus. Em Deus estamos sempre na companhia dos irmãos. Em Deus, os abraçamos, os amamos, os ajudamos.