6ª FEIRA DA 2ª SEMANA COMUM
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Salmo responsorial 84(85)R- A verdade e o amor se encontrarão.
Evangelho de Marcos 3,13-19
Naquele tempo: 13Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15com autoridade para expulsar os demônios. 16Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer 'filhos do trovão'; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. Palavra da Salvação.
O Evangelho de Marcos 3, 13 a 15, nos diz: “Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, com autoridade para expulsar os demônios”.
Jesus nos escolheu para que fiquemos com ele, para que permaneçamos em contínuo contato com ele, para que cultivemos intimidade com ele. Quando Deus nos chama, Ele o faz consciente da nossa capacidade e da nossa limitação.
A leitura de hoje, depois de ter exposto o tema do sacerdócio de Jesus, passa agora para o tema da Nova Aliança. Com efeito, o novo e excepcional sacerdócio de Jesus fez que surgissem a Nova Aliança e a Nova Lei. Isso já tinha sido profetizado no AT, e por isso, São Paulo faz uma longa citação de Jr 31,31-34.
“Dias virão em que concluirei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma Nova Aliança. Não como a aliança que eu fiz com os seus pais”. A primeira aliança foi uma aliança que permaneceu extrínseca às pessoas. Deus tinha dado a lei, e as condição da aliança era a sua observância fiel à lei. Os hebreus veneravam a Lei, mas poucos a observavam de verdade. Sendo, porém, externa a lei tinha se tornado um obstáculo para muitos exatamente porque, quando uma lei é imposta a partir de fora, a primeira reação do ser humano é de rebelião. A lei se tornou assim um jugo insuportável, porque quando exigências são impostas a partir de fora, uma verdadeira relação pessoal e cordial se torna impossível. Por isso, o profeta anuncia uma nova aliança que iria substituir a antiga aliança.
A nova aliança, por sua vez, fundamenta as relações entre Deus e a humanidade numa base completamente diferente. Não se trata de uma nova ética, pois os preceitos divinos são imutáveis. O que é novo é a base sobre a qual se fundamenta as relações entre Deus e seu povo. Trata-se de uma base interna e transformante do ser humano. Trata-se de um princípio pelo qual se alcança uma verdadeira união com Deus. A nova aliança não é simplesmente normativa a partir de fora, mas é uma potência transformadora e impulsionadora da força necessária para que a pessoa possa fazer o que agrada a Deus.
A nova aliança é, portanto, uma força de intimidade e amizade, graça a qual o ser humano é capaz de relações verdadeiras e cordiais com Deus e com as outras pessoas.
O que descrevemos de maneira abstrata, Jeremias e São Paulo descreve de maneira concreta: “Colocarei minhas leis na sua mente e as gravarei no seu coração, e serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará o seu próximo, dizendo: Conhece o Senhor! Porque todos me conhecerão”.
Ter as leis na mente, escritas no coração... todos me conhecerão: trata-se de um conhecimento pessoal, íntimo, não imposto por um ensinamento, mas dito ao coração. Essa é a aliança instituída por Cristo com o seu sacrifício da cruz. É o próprio Jesus que entra em nosso coração e nos transforma profunda e interiormente. A nossa lei é Cristo. Ele é a nossa potência interior que nos dá a força para fazer em tudo a vontade do Pai. Cristo nos uniu definitivamente com Deus e realizou uma profunda união entre nós.
DOM JULIO ENDI AKAMINE