Salmo Responsorial 145(146)R- Feliz quem se apoia no Deus de Jacó!
Evangelho Lucas 17,20-25
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 20os fariseus perguntaram a Jesus sobre o momento em que chegaria o reino de Deus. Jesus respondeu: “O reino de Deus não vem ostensivamente. 21Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘está ali’, porque o reino de Deus está entre vós”. 22E Jesus disse aos discípulos: “Dias virão em que desejareis ver um só dia do Filho do homem e não podereis ver. 23As pessoas vos dirão: ‘Ele está ali’ ou ‘ele está aqui’. Não deveis ir nem correr atrás. 24Pois, como o relâmpago brilha de um lado até o outro do céu, assim também será o Filho do homem no seu dia. 25Antes, porém, ele deverá sofrer muito e ser rejeitado por esta geração”. – Palavra da salvação.
Meu irmão, minha irmã!
Fm 1,7-20
São Paulo está diante de um caso de consciência um pouco complicado. Onésimo, por aquilo que se pode entender, tinha fugido da casa do seu patrão Filemom, um bom cristão da Igreja de Colossas. Por ter fugido, Onésimo era considerado pela lei vigente um delinquente. Por sua vez, Paulo acolheu Onésimo com tanta bondade que este se converteu e se fez batizar. É por isso que Paulo se refere a Onésimo como “meu filho que fiz nascer para Cristo na prisão”.
Qual era o problema de consciência para Paulo? Paulo poderia enviar Onésimo de novo para Filemom que tinha o direito de punir o escravo fugitivo. Outra coisa que poderia fazer Paulo era o de reafirma que a escravidão tinha sido superada pela fé cristã e que, por isso, era contrária ao Evangelho. Assim Onésimo podia ser considerado livre, e Filemom não poderia dizer nada em contrário, uma vez que em Cristo somos todos iguais.
Paulo, no entanto, encontrou uma solução totalmente inesperada, mas profundamente arraigada no Evangelho. Ele enviou o escravo Onésimo de volta ao seu patrão acompanhado da carta que hoje lemos. Nesta carta Paulo pede que Filemom receba Onésimo como irmão em Cristo! Paulo não impõe nada a Filemom, mas faz apelo à caridade, à fé e lhe sugere uma solução. Em vez de punir o escravo fugitivo, acolher com honra um irmão no Senhor. Nada mais revolucionário do que isso!
Ouçamos mais uma vez esse pedido revolucionário de Paulo: “Eu não quis fazer nada sem o teu parecer, para que a tua bondade não seja forçada, mas espontânea. Se ele te foi tirado por algum tempo, talvez seja para que o tenhas de volta para sempre, já não como escravo, mas muito mais do que isso, como um irmão querido, muitíssimo querido para mim quanto mais ele o for para ti, tanto como pessoa humana quanto como irmão no Senhor”.
Lc 17,20-25
Muitos perguntam: Quando Jesus retornará? É o mesmo que perguntar: quando virá o Reino? O evangelho que ouvimos responde a essas perguntas com três afirmações.
Como o relâmpago brilha de um lado até ao outro do céu, assim também será o Filho do Homem, no seu dia. Assim será a vinda do juiz à terra, surpreendendo todos, sem dar tempo para se preparar. Não é que Deus não queira que estejamos preparados. É exatamente o contrário! Ele ameaça vir sem aviso e sem dar tempo para a preparação exatamente para que isso não aconteça. Fomos avisados, por isso, cabe a nós a vigilância!
O Reino de Deus não vem ostensivamente. Muitos querem ficar calculando os tempos e pretendem identificar em sinais ostensivos da vinda do Reino. Mas esses cálculos e previsões são somente fruto de uma curiosidade inútil e prejudicial.
O Reino de Deus está entre vós. Ficar prevendo o tempo da chegada do Reino é inútil porque o Reino já está presente. Assim o futuro definitivo de Deus já se realizou na Páscoa de Jesus. Deus veio no seu Filho e é preciso que nós o reconheçamos. Assim o que realmente importa é seguir Jesus no seu caminho de morte e ressurreição.