AS LEITURAS DESTA PÁGINA E DO MÊS TODO
1ª Leitura: Isaías 58,7-10
Salmo 111(112) R- Um luz brilha nas trevas para o justo, permanece para sempre o bem que fez.
2ª Leitura: 1 Coríntios 2,1-5
Evangelho de Mateus 5,13-16
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 13“Vós sois o sal da terra. Ora, se o sal se tornar insosso, com que salgaremos? Ele não servirá para mais nada, senão para ser jogado fora e ser pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não pode ficar escondida uma cidade construída sobre um monte. 15Ninguém acende uma lâmpada e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim num candeeiro, onde brilha para todos os que estão na casa. 16Assim também brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e louvem o vosso Pai que está nos céus”. – Palavra da salvação.
No tempo da cristandade, aplicava-se a comparação do sal e da luz do mundo apenas com os ministros ordenados, os padres. Sabemos que o Sermão da Montanha foi dirigido às multidões e que todos os cristãos, por seu batismo, recebem a missão de ser sal da terra e luz do mundo. Essa missão é exercida na comunidade cristã. “Aprouve a Deus salvar os humanos em comunidade e não isoladamente” diz-nos o Vaticano II.
É preciso, pois, neste mundo moderno urbanizado, retomar a vivência comunitária, característica fundamental da primeira Igreja. É lá que bilha a nossa luz. É lá que nosso sal dá gosto e sabor, conservando o valor da vida.
A comunidade celebra a ação eucarística não para sua autossatisfação, mas em vista de buscar alimento e força para ser presença no mundo. Na comunhão com Cristo morto e ressuscitado, que optou pelos pobres como “os felizes do Reino”, abastecemos nossa fé para os compromissos do Reino. Não existe culto agradável a Deus sem justiça social, garante-nos Isaías. Não existe comunidade para autoconsolo, avisa-nos o Evangelho. Nossa força está na força da graça de Deus, na força dos fracos, avisa-nos São Paulo. É preciso assumir a transformação do mundo, comprometendo-nos com as Pastorais Sociais e dando apoio firme as lutas do povo em favor de mais vida. Essa é a maneira concreta de mostrarmos que um outro mundo é possível.
Se, como comunidades cristãs, não mantivermos acesa essa chama do Projeto de Deus, escondida ficará nossa luz e será jogado fora nosso sal, para ser pisado pelos homens.
O mundo de hoje precisa de testemunhos. Estamos cansados do faz-de-conta, do farisaísmo e da superficialidade do mundo. Não bastam palavras bonitas. São os exemplos que arrastam. Como comunidade crista, convocada pela Palavra de Deus, somos chamados a ser sal e luz, para que o mundo acredite no Projeto de Deus. A comunidade cristã é o sacramento do Reino.