29º DOMINGO DO TEMPO COMUM - ano A
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AS LEITURAS DESTA PÁGINA E DO MÊS TODO
1ª Leitura: Isaías 45,1.4-6
Salmo Responsorial 95(96)R- Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória!
2ª Leitura: 1 Tessalonicenses 1,1-5b
Evangelho Mateus 22,15-21
Os fariseus saíram e fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Mandaram os seus discípulos, junto com alguns partidários de Herodes, para perguntar: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. Não te deixas influenciar por ninguém, pois não olhas a aparência das pessoas. 17 Dize-nos o que pensas: é permitido, ou não, pagar imposto a César?” 18Jesus percebeu-lhes a maldade e disse: ‘Hipócritas! Por que me armais uma cilada? 19 Mostrai-me a moeda do imposto!” Apresentaram-lhe a moeda. 20 “De quem é esta figura e a inscrição?”, perguntou ele. 21“De César”, responderam. Ele então lhes disse: “Devolvei, pois, a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus”.
Meus Irmãos e minhas Irmãs!
Neste domingo, o 29º. do tempo comum, Ano A, Deus nos faz refletir com base em três momentos históricos, distantes entre si e como Ele age para nos educar em seus caminhos nas mais diversas situações da existência. Os seus desígnios se manifestam em nossa caminhada entre buscas, tropeços e acertos. Se já ouvimos, em domingos anteriores as lamentações do Profeta JEREMIAS vendo o seu povo Israel sendo levado para o cativeiro da Babilônia, hoje nos encontramos com o profeta ISAÍAS (Is. 45, 1.4-6) fazendo o anúncio de um novo Moisés, um novo libertador, na pessoa do rei Ciro, “seu ungido” (como diz o texto) que libertará Israel desse cativeiro! Imaginemos a alegria dos cativos que retornam à sua terra depois de setenta anos. Certamente, os mais velhos que para lá foram levados, por lá mesmo ficaram ou, simplesmente morreram, de modo que, segundo Isaías, é um “PEQUENO RESTO” que retorna à Pátria com a obrigação de reconstruir o Templo de Jerusalém. O Salmo 126/125 revela a alegria dos que retornaram do cativeiro.
O Evangelho, segundo a catequese de Mateus (Mt. 22, 15-21), nos revela um novo formato de cativeiro. No tempo de Jesus, Israel estava dominado por outro povo, o romano, que tirava o máximo de lucros com a cobrança dos impostos, mas sem tirar os habitantes do País. Jesus também é um cativo com obrigações. Para se viver em paz, era melhor satisfazer as ordens do dominador e evitar qualquer manifestação de contrariedade. É dentro dessa situação conflitante que os fariseus colocaram Jesus à prova: “É lícito ou não pagar o tributo a César?” Era uma armadilha sem saída! Como Senhor e Mestre, conhecedor do que se encontra no interior do coração humano, Jesus dá uma resposta para calar a boca de seus interlocutores. Antes, porém, os chama de “hipócritas” e determina que Deus não seja incluído em questões vergonhosas de dominação. Como podemos concluir: de um lado estava o antigo cativeiro da Babilônia, fruto de desmandos em Israel e, agora, vemos um Israel novamente dominado que não reconhece o Enviado de Deus. O evangelista Mateus, em outra ocasião, falará do que ocorreu com o Filho do Dono da vinha, morto pelos arrendatários dessa vinha (Mt. 21, 33-46).
O Apóstolo PAULO, em tempo pós-morte-ressurreição de Jesus, diferentemente dos primeiros textos, faz elogios à comunidade de Tessalônica, cidade do norte da Grécia. Essa comunidade faz parte dos eleitos de Deus por suas boas obras. Confesso que fiquei com uma pontinha de ciúme dessa Comunidade primitiva... Seus membros ouviram a pregação do Apóstolo e a ela se entregaram na efetiva “atuação da fé”, “na firmeza da esperança” e na “prática da caridade” (1 Tes. 1, 1-5).
As leituras deste domingo, portanto, nos conduziram por três momentos: 1º. - alegria pelo retorno do “resto de Israel” do cativeiro babilônico; 2º. – no tempo da dominação romana, Jesus sendo colocado à prova em vez de ser acolhido (“veio para os seus, mas os seus não o receberam” – Jo. 1, 11-14)) e 3º. - a felicidade de encontrar uma comunidade que acolheu Jesus, pela pregação do Apóstolo Paulo.
Resta-nos saber, em qual desses estágios se enquadra a minha ou a nossa Comunidade Paroquial. Hoje, livres pelo poder redentor de Jesus, tomara que sejamos comparados aos cristãos de Tessalônica e com eles não nos cansemos de proclamar como o Salmista:
“Cantai ao Senhor Deus um canto novo; cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Manifestai a sua glória entre as nações e, entre os povos do universo, os seus prodígios!” Sl. 95(96).
Meus Irmãos e minhas Irmãs, elevando glórias ao Senhor que sempre nos encaminha, tenhamos um abençoado domingo!