3ª FEIRA DA 27ª SEMANA COMUM. -
1ª Leitura: Jonas 3,1-10
Salmo Responsorial 129(130) - R- Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 38Jesus entrou num povoado e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. 40Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42Porém uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada”. – Palavra da salvação.
3,1A palavra do Senhor veio a Jonas pela segunda vez: 2“Levanta-te! Vai a Nínive, aquela grande cidade, e anuncia o que vou te dizer”. 3Jonas partiu agora com intenção de ir a Nínive Como o Senhor havia mandado.
A segunda vocação de Jonas é realizada pela mesma palavra do Senhor. O que muda é o interlocutor. Jonas agora sabe que é inútil tentar escapar de Deus.
A cidade é gigantesca e, como a baleia, engole o profeta por três dias. Jonas anuncia que a cidade será “destruída”. Em hebraico o termo é ambíguo: pode significar “arrasar” ou “converter”. Por isso a profecia pode significar tanto que a cidade será “arrasada” ou “convertida”. Nesse sentido, quarenta dias pode ser um prazo para antecipar a angústia da inevitável destruição ou tempo para provocar uma reação que evite tal destruição.
Na compreensão de Jonas, a profecia é predição categórica. Na intenção de Deus a profecia é ameaça condicionada; porque Deus não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva (Ez 18,23).
A reação de Nínive é, com efeito, sensacional. A arqui-inimiga de Israel se converte. Os ninivitas “passaram a crer em Deus”, ou seja, passaram a crer que a palavra do profeta é Palavra de Deus, que a ameaça é merecida e que ainda há um prazo para a penitência. O rei dos ninivitas põe uma pitada de dúvida, respeitando a liberdade de Deus!