6ª FEIRA DA 21 ª SEMANA COMUM
1ª Leitura: 1 Tessalonissenses 4,1-8
Salmo Responsorial 96(97)R- Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O reino dos céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando, e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo, não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora”. – Palavra da salvação.
Paulo suplicou a Deus para os tessalonicenses o progresso na caridade e na santidade. E Paulo insiste: “Fazei progressos ainda maiores!”
Notemos como Paulo é delicado em sua exortação: “aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade e afastai-vos da impureza”.
A vida dos cristãos não é regulada por leis abstratas. Ela é orientada não por regras extrínsecas, mas pelo desejo de agradar a Deus. Nós não somente obedecemos a leis, mas buscamos agradar ao Pai. Nisso está o diferencial da vida cristã.
De fato, o ideal cristão não é o de fugir da impureza por medo do castigo divino. É, pelo contrário, é o de progredir na vida de fé e de amor. Quem procura somente evitar o pecado, vive em uma atmosfera deprimente e negativa, e arrisca muito cair no pecado exatamente porque fixa a sua atenção somente nos pecados. Ficar fixado no pecado, acaba por intensificar as tentações.
Quem, pelo contrário, se preocupa em progredir na santidade acaba por vencer o pecado e as suas tentações.
São Paulo insiste na santidade e no amor. O amor cristão é um amor santo, a santidade cristã é santidade de amor. Na leitura de hoje, São Paulo acrescenta uma outra exigência da santidade cristã que é a castidade: “Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, sem se deixar levar pelas paixões”.
Paulo é realista no seu apostolado. Ele sabe que a imoralidade sexual é uma tentação forte, porque o instinto sexual tem um poder tremendo. Para quem vive na busca da própria felicidade, a tentação é quase insuperável. Por outro lado, quem busca progredir no amor e na santidade pode, por graça de Deus, superar esse tipo de tentação. Paulo insiste de a impureza sexual é incompatível com a amizade com Deus. “Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza”. Os cristãos não podem viver como os pagãos. Devem respeitar o próprio corpo e o corpo do outros para mantê-los na santidade. Não se trata de medo do sexo, mas de usar o sexo de maneira que agrade a Deus e que seja compatível com a vocação cristã.
Se Deus nos chamou à santidade, podemos estar seguros de que Ele também nos dará a sua graça para viver na santidade. Assim quem busca a santidade, pode vencer as tentações, não está condenado a ser escravo das impurezas. Deus nos chamou à santidade porque deseja que tenhamos comunhão de vida com Ele. Sem santidade é impossível viver com Deus e viver na plenitude da alegria. O Evangelho é exigente, mas é, ao mesmo tempo, uma graça que nos promete a verdadeira santidade e felicidade.