Eugenia brasiliensis

Nomes popularesGrumixama, ibaporoiti, grumixabaNome científicoEugenia brasiliensis Lam.SinônimosEugenia bracteolaris Lam. ex DC.Eugenia dombeyi SkeelsEugenia filipes Baill.Eugenia ubensis Cambess.Myrtus dombeyi Spreng.Myrtus grumixama Vell.Stenocalyx ubensis (Cambess.) O.BergStenocalyx brasiliensis (Lam.) O.BergFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArvoreta de até 6 metros de altura, glabra; tronco com casca externa laminada desfolhando em lâminas papiráceas. Folhas obovadas ou oblongas, ápice obtusoacuminado, base cuneada a decurrente, bordo revoluto, coriáceas, discolores, densamente pontuadas; 70-130×25-60 mm; nervura principal sulcada na face adaxial, saliente na abaxial; nervuras secundárias de difícil distinção com as intersecundárias; nervura marginal 2-3 mm do bordo; pecíolo 8-13 mm compr. Flores em racemo “stenocalyx”, axilares terminais ou em nós folhosos basais, com invóluco de ferofilos envolvendo a gema floral, raque 20-40 mm compr., 3-4 pares de flores; ferofilos ovados a obovados, 3-5×3-6 mm compr., seríceos a glabrescentes, ciliados; antopódio 20-45 mm compr.; profilos ovados, não conados, 1-2 mm compr., ciliados, decíduos. Botões florais globosos ou piriformes, 8-10×5-6 mm, hipanto com ovário e cálice diferenciados; cálice ocultando parcialmente o globo petalífero; lobos do cálice oblongos, 5-7×2-3 mm, iguais, ciliados. Fruto globoso, 13-20 mm diâm., atropurpúreo quando maduro. (SOUZA, 2008, p. 6).CaracterísticaA espécie se caracteriza pela inflorescência do tipo racemo stenocalyx, carácter também compartilhado com E. neosilvestris, E. sulcata e E. uniflora. Difere da primeira pelo fruto glabro e das duas ultimas pelo fruto não costado (GIARETTA, 2015).Floração / frutificaçãoFlores coletadas em setembro, outubro e novembro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Bahia)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga (EUGENIA, 2020).EtimologiaAlusão ao local de coelta do tipo (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaAntigamente era utilizada como refrigerante nas febres e convalescenças.FitoeconomiaAlém dos frutos comestíveis, a madeira, de cor branca, pode ser utilizada para caixotaria, carpintaria, forros e móveis. É útil tanto na arborização urbana quanto em recomposição de matas ciliares e reflorestamentos destinados à preservação, pois seus frutos são apreciados por muitas espécies da fauna e avifauna. Moraes (1881), cita que dos frutos pode-se produzir vinho.InjúriaComentáriosBibliografiaCOSTA, I. R. Estudos Cromossômicos em Espécies de Myrtaceae Juss. No Sudeste do Brasil. Tese de Mestrado. Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP. 2004. Disponível em: <http://cutter.unicamp.br/document/?code=vtls000335432>.EUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.FONSECA, E. T. Indicador de Madeiras e Plantas Úteis do Brasil. Officinas Graphicas VILLAS-BOAS e C. Rio de Janeiro, 1922. 368 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/indicadordemadei00teix/indicadordemadei00teix.pdf>.GIARETTA, A.; PEIXOTO, A.L. Myrtaceae da restinga no norte do Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão (N. Sér.) 37(1):45-126. Janeiro-Março de 2015. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/271386699_Myrtaceae_da_restinga_no_norte_do_Espirito_Santo_Brasil>.HOEHNE, F. C. Frutas Indígenas. Instituto de Botânica; Publicação da série “D”; Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio. São Paulo, SP, 1946. 96 p. il. Disponível em: <http://www.4shared.com/file/92677564/77782eb7/Frutas_Indgenas_-_1946_-_F_C_H.html>.LOPES, S. B.; GONÇALVES, L. Elementos Para Aplicação Prática das Árvores Nativas do Sul do Brasil na Conservação da Biodiversidade. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, 2006. 18p. Disponível em: <http://www.fzb.rs.gov.br/jardimbotanico/downloads/paper_tabela_aplicacao_arvores_rs.pdf>.MORAES, M. Phytographia ou Botânica Brasileira. Livraria de B. L. Garnier. Rio de Janeiro, 1881. 564 p. Disponível em: <http://www.archive.org/download/phytographiaoubo00mell/phytographiaoubo00mell.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.SOUZA, M. C.; MORIM, M. P. Subtribos Eugeniinae O. Berg e Myrtinae O. Berg (Myrtaceae) na Restinga da Marambaia, RJ, Brasil. Acta Bot. Bras. 22(3): 652-683. 2008. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/365>.

Eugenia brevistyla

Nomes popularesGuamirim, guaramirimNome científicoEugenia brevistyla D.LegrandSinônimosCalycorectes australis var. impressovenosa D. LegrandCalycorectes australis var. impressovenosus D.LegrandCalycorectes duarteanus D.LegrandCalycorectes australis D.LegrandEugenia imaruiensis D.LegrandEugenia neoaustralis SobralEugenia pirataquinensis (Mattos) MattosFamíliaMyrtaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores até 12 m alt. Pedicelos, hipanto, cálice e face abaxial de folhas jovens cobertas por tricomas simples ou dibraquiados; ramos jovens glabros ou com tricomas esparsos dos mesmos tipos. Folhas com pecíolo 4‑9 mm compr.; lâmina 5,5-11,5 × 2-3,5 cm, cartácea, raro membranácea, concolor, lanceolada ou elíptica, ápice acuminado, base aguda ou atenuada, margem inteira, nervura central saliente na face abaxial e sulcada na face adaxial, nervuras secundárias 11-15 de cada lado, uma nervura marginal, a 1,5‑4 mm da borda. Fascículos axilares, pedicelos 4-22 mm compr.; bractéolas 0,9-3 × 0,4-1,5 mm. Flores com hipanto não elevado acima do ovário, sem contrição; cálice com lobos individuais, 2,5-3,5 mm compr.; ovário 2-locular, liso. Frutos globosos, 4-5,5 mm diâm., lisos (LIMA, 2015).CaracterísticaCaracteriza-se pelas inflorescências fasciculadas nas axilas das folhas e pelas folhas com nervura marginal bem evidente. O cálice cobre parcialmente as pétalas no botão floral (LIMA, 2015).Floração / frutificaçãoColetada com flores de julho a outubro e com frutos em outubro (LIMA, 2015).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaDistribuição GeográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga (EUGENIA, 2020).Etimologia“Com estilete pequeno”, em latim (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.LIMA, D.F.; CADDAH, M.K.; GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea 42(3): 497-519, 7 fig., 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/hoehnea/v42n3/0073-2877-hoehnea-42-03-0497.pdf>.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia burkartiana

Nomes popularesGuamirimNome científicoEugenia burkartiana (D.Legrand) D.LegrandSinônimosPseudocaryophyllus burkartianus D.LegrandFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos a árvores 2-5 m de altura. Plantas glabras, salvo tricomas no ovário. Lâminas elípticas, elíptico-obovadas, obovadas a obovado-arredondadas, discolores, 60-97 x 38-42 mm; ápice obtuso ou acuminado; base cuneada; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 6-12 de cada lado; nervuras marginais duas, 4-5,5 e 1,5-2 mm da borda, esta geralmente revoluta; pecíolos 5-12 x 1 mm. Flores 1-4, axilares, sésseis ou sobre um eixo de até 1 x 1 mm; bractéolas ovadas, glabras, 0,7 x 0,8 mm, persistentes na antese; botões florais não vistos; ovário com tricomas cinéreos apressos de cerca de 0,1 mm; lobos do cálice quatro, ovado-arredondados, glabros, subiguais, 1 x 1 mm. Frutos globosos, lisos, mais largos que longos, 12-15 mm de diâmetro, vermelho a vermelho-escuros quando maduros (SOBRAL, 2011).CaracterísticaPertence à Eugenia sect. Umbellatae (EUGENIA, 2020).Floração / frutificaçãoFlores coletadas de janeiro a junho e frutos em julho e agosto (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista (EUGENIA, 2020).EtimologiaHomenagem a Arturo Burkart (1906-1975), botânico argentino (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia catharinensis

Nomes popularesGuamirim-de-folha-miúda, guamirim, araçá-angelimNome científicoEugenia catharinensis D.LegrandSinônimosFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores 3-6 m de altura. Ramos novos com tricomas castanhos de até 1 mm. Lâminas subsésseis, cordado-ovadas, discolores, na face abaxial pilosas como os ramos, 36-60 x 18-28 mm; ápice longo-acuminado em um rostro de 10-16 mm; base cordada; nervura central sulcada. Pilosa ou não, na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 4-8, pouco evidentes na face adaxial e visíveis, salientes ou não, na abaxial; nervura marginal formada pelos arcos das secundárias, 1-3,5 mm da borda; pecíolos pouco evidentes, 1-2 x 0,7-1 mm. Flores axilares, 1-3 por axila; pedicelos pilosos como os ramos, 2,2-5,5 x 0,3-0,4 mm; bractéolas elípticas ou obovadas, glabras ou ciliadas, 2 x 1 mm, persistentes na antese; botões florais globosos, com tricomas cinéreos de até 1 mm, 5 x 4 mm; lobos do cálice quatro, elípticos, subiguais, internamente glabros, 2-3 x 2,5-4 mm. Frutos globosos ou elípticos, lisos,m negros quando maduros, 10-15 x 10 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaPertence à Eugenia sect. Umbellatae. As folhas com base cordiforme e flores com indumento cinéreo reunidas em glomérulos auxiliam na identificação desta espécie (EUGENIA, 2020).Floração / frutificaçãoFlores coletadas em março, maio e agosto e frutos de julho a outubro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Restinga (EUGENIA, 2020).EtimologiaAlusão ao local de coleta do tipo (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia handroana

Nomes popularesGuamirim, periquito, periquiteiraNome científicoEugenia handroana D.LegrandSinônimosEugenia lepida Mattos & D.LegrandFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores de até 6 m de altura. Plantas glabras. Lâminas elípticas ou lanceoladas, 40-60 x 10-18 mm, geralmente castanho-escuras a negras em material herborizado; ápice agudo; base cuneada; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 6-10 de cada lado, pouco evidentes em ambas as faces, eventualmente salientes na abaxial; nervura marginal 0,8-1,1 mm da borda, esta revoluta, especialmente na metade proximal do comprimento; pecíolos 3,0-3,5 x 0,4-1,4 mm. Flores 3-6, em umbelas ou racemos com pequeno eixo até 1 x 1 mm em partes dos ramos desprovidas de folhas, raro axilares; pedicelos 2,5-6,0 x 0,3-0,4 mm; bractéolas ovadas ou elípticas, 0,8-1,0 x 0,5 mm, persistentes na antese; botões florais globosos, com lobos do cálice frequentemente ocultando o globo das pétalas; lobos do cálice quatro, subiguais, 2,5-3,0 x 3 mm. Frutos globosos ou elíptico-oblongos, frequentemente carenados (as carenas até 1 mm), 13-25 x 13-15 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaPertence à Eugenia sect. Umbellatae. Plantas essencialmente glabras; inflorescências em partes do ramo desprovidas de folhas (EUGENIA, 2020).Floração / frutificaçãoFlores em outubro e frutos em fevereiro, maio, junho, agosto e novembro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Minas Gerais, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista (EUGENIA, 2020).EtimologiaHomenagem a Oswaldo Handro (1908-1986) botânico paulista (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia involucrata

Nomes popularesCerejeira-do-rio-grande, cerejeira, cerejeira-do-mato, araçá, araçázinho, cereja, cereja-do-mato, cereja-do-rio-grandeNome científicoEugenia involucrata DC.SinônimosEugenia aggregata (Vell.) Kiaersk.Eugenia bracteata Vell.Eugenia calycina Cambess.Eugenia calystegia (O.Berg) Nied.Eugenia laevigata (O.Berg) D.LegrandEugenia minutifolia (Mattos & D.Legrand) MattosEugenia pallescens Kiaersk.Myrtus aggregata Vell.Phyllocalyx cerasiflorus O.BergPhyllocalyx laevigatus O.BergPhyllocalyx involucratus (DC.) O.BergStenocalyx involucratus (DC.) KauselFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvore até 9 m; ritidoma liso, acinzentado; râmulos cilíndricos, pubescentes com tricomas esbranquiçados a glabrescentes. Folhas com pecíolos de 3-5 mm, glabros; lâminas 3-10,6(12,2) x 1,3-3,8(4,6) cm, elípticas ou obovadas a oblanceoladas, cartáceas a coriáceas, glabras, discolores; base atenuada a aguda; ápice agudo a levemente acuminado. Flores solitárias, axilares ou em nós bracteados; pedúnculos 1,8-4,6 cm, glabros; bractéolas 10-15 mm, oblongas, glabras; sépalas 7-10 mm, oblongas, glabras (ARANTES, 2002, p. 8).CaracterísticaA espécie pertence à Eugenia sect. Phyllocalyx Nied. (EUGENIA, 2020).Espécie muito semelhante a E. calycina uma vez que as duas espécies apresentam morfologia floral idêntica. A distinção entre elas se dá pelos caracteres vegetativos: E. involucrata apresenta porte arbóreo, as folhas são menores e cartáceas e, depois de secas, adquirem coloração amarelada na face abaxial. Esta espécie ocorre sempre no interior de matas. E. calycina geralmente se apresenta como subarbustos ou arbustos de folhas maiores e coriáceas que, depois de secas, adquirem coloração amarronzada nas duas faces (ARANTES, 2002, p. 8).Floração / frutificaçãoFloresce de agosto a setembro e frutifica de outubro a novembro.DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Bahia)Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Possíveis ocorrências:Centro-Oeste (Mato Grosso)Domínios Fitogeográficos Cerrado, Mata AtlânticaTipo de Vegetação Campo de Altitude, Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Estacional Decidual, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Vegetação Sobre Afloramentos Rochosos (EUGENIA, 2020).EtimologiaAlusão às bractéolas desenvolvidas, que forma um invólucro para as flores (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaPlanta silvestre e muito ornamental, sendo muito interessante para jardins. Pode ser realizada poda de formação da copa. É frutífera e os frutos são consumidos ao natural ou na forma de sucos e licores. Fornece também madeira de excelente qualidade, muito utilizada para cabos de ferramentas; é útil também para alimento da avifauna e como melífera.InjúriaComentáriosPara a obtenção de sementes, os frutos podem ser recolhidos diretamente do chão após a queda ou colhidos quando atingirem a cor roxo-violácea. Não é necessário quebrar a dormência das sementes.BibliografiaARANTES, A. A.; MONTEIRO, R. A Família Myrtaceae na Estação Ecológica do Panga, Uberlândia, Minas Gerais, Brasil. Lundiana 3(2): 111-127, 2002. Disponível em: <http://www.icb.ufmg.br/lundiana/abstract/vol322002/5.pdf >.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.DIAS, J. L. Z. A Tradição Taquara e Sua Ligação Com o Índio Kaigang. UNISINOS – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. São Leopoldo, RS, 2004. 65p. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/textos/dias2004/jefferson.htm#download>.EUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.LOPES, S. B.; GONÇALVES, L. Elementos Para Aplicação Prática das Árvores Nativas do Sul do Brasil na Conservação da Biodiversidade. Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Rio Grande do Sul, 2006. 18p. Disponível em: <http://www.fzb.rs.gov.br/jardimbotanico/downloads/paper_tabela_aplicacao_arvores_rs.pdf>.PLANTAS DA FLORESTA ATLÂNTICA. Editores Renato Stehmann et al. Rio de Janeiro: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2009. 515p. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_floresta_atlantica.zip>.SANTANA, P. J. A. Maturação, Secagem e Armazenamento de Sementes de Espécies de Eugenia (Myrtaceae). Instituto de Botânica da Secretaria do Meio Ambiente. São Paulo, 2007. 81p. Disponível em: <http://www.biodiversidade.pgibt.ibot.sp.gov.br/teses_dissert/PauloJose2007.pdf>.SCHULTZ, A. R. Botânica Sistemática. 3ª ed. Editora Globo. Porto Alegre, 1963. 428p. il. v. 2.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.WIELEWICK, A. P. et al. Proposta de Padrões de Germinação e Teor de Água para Sementes de Algumas Espécies Florestais Presentes na Região Sul do Brasil. Revista Brasileira de Sementes, vol 28, nº 3, p.191-197, 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbs/v28n3/27.pdf>.ZUCHIWSCHI, E. Florestas Nativas na Agricultura Familiar de Anchieta, Oeste de Santa Catarina: Conhecimentos, Usos e Importância; UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2008. 193p. il. Disponível em: <http://www.tede.ufsc.br/tedesimplificado/tde_arquivos/44/TDE-2008-06-17T142512Z-287/Publico/dissertacao_Elaine.pdf>.

Eugenia kleinii

Nomes popularesAraçá-branco, guamirim-de-folha-miúda, araçazeiro-brancoNome científicoEugenia kleinii D.LegrandSinônimosFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores até 4 m de altura. Plantas glabras, salvo tricomas rufescentes esparsos de cerca de 0,1 mm sobre o ovário. Lâminas elíptico-lanceoladas, discolores, 50-70 x 20-25 mm; ápice acuminado ou longo-acuminado; base cuneada; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 12-15 de cada lado, pouco visíveis na face adaxial e salientes na abaxial; nervura marginal 1-1,2 mm da borda, esta revoluta; pecíolos 4-5 x 1 mm. Flores 2-6 em racemos axilares de 2-8 x 1 mm; pedicelos 5-18 x 0,6-0,47 mm; bractéolas arredondado-ovadas ou, às vezes, levemente cordadas, 3,5 x 2,5-4,0 mm, persistentes na antese; botões florais globosos ou piriformes, 6-9 x 4-6 mm; lobos do cálice quatro, ovado-oblongos, subiguais, 3,5-5,0 x 3-5 mm. Frutos oblongos, lisos, roxo-escuros quando maduros, 15-20 x 6-10 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaPertence à Eugenia sect. Eugenia (EUGENIA, 2020).Floração / frutificaçãoFlores coletadas em agosto e setembro e frutos em setembro e outubro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga (EUGENIA, 2020).EtimologiaHomenagem a Roberto Miguel Klein )(1926-1994), botânico gaúcho radicado em Santa Catarina (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia pluriflora

Nomes popularesJabuticaba-do-campo, jaboticabeira-do-campo, guamirim, pitanga-verde, guamirim--pitangaNome científicoEugenia pluriflora DC.SinônimosEugenia bresolinii D.LegrandEugenia osoriana Mattos & D.LegrandFamíliaMyrtaceaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores 2-5 m de altura. Plantas glabras ou eventualmente com tricomas até 0,1 mm esparsos em ramos e folhas novos. Lâminas obovadas, às vezes, oblongo-obovadas ou oblongas, 50-62 x 16-32 mm; ápice obtuso ou arredondado; base aguda ou cuneada; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 6-10 de cada lado, eventualmente salientes na face abaxial; nervura marginal 1,5-2 mm da borda, esta revoluta e geralmente com um espessamento amarelado 0,2-0,4 mm; pecíolos 4-5 x 0,8-1,3 mm. Flores 2-8 em umbelas ou pequeno racemo de até 1 mm nas partes dos ramos sem folhas; pedicelos 2-4 x 0,5 mm; bractéolas ovadas, 0,6-1 x 0,8-1 mm, persistentes na antese; botões florais piriformes, 3,5-4 x 2-3 mm. Frutos subglobosos ou oblatos, lisos, vermelhos quando maduros, 5-7 x 7-9 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaA espécie assemelha-se com E. catharinae, principalmente no que concerne ao formato das folhas (PELLIS, 2019).Floração / frutificaçãoFlores coletadas de fevereiro a setembro e dezembro; frutos em outubro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Bahia)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila Mista (EUGENIA, 2020).Etimologia“Com muitas flores”, em latim (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.PELLIS, V.F. A família Myrtaceae Juss. no Parque Municipal da Lagoa do Peri, Santa Catarina, Brasil. UFSC. Florianópolis, SC. 2019. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/197709/vivian%20f%20pellis.pdf?s>.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia prasina

Nomes popularesAraçarana, uvaia, batingaNome científicoEugenia prasina O.BergSinônimosEugenia jurujubensis Kiaersk.Eugenia stictosepala Kiaersk.Eugenia tenuifolia O.BergFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores 3-5 m de altura. Ramos e folhas novas com tricomas esparsos, claros e apressos de até 0,5 mm. Lâminas adultas glabras, concolores ou pouco discolores, pelo menos na face adaxial brilhantes, frequentemente verdes ou pouco discolores, pelo menos na face adaxial brilhantes, frequentemente verdes mesmo herborizadas, elíptico-obovadas, lanceoladas, obovadas ou lanceolado-obovadas, 50-70 x 20-36 mm; ápice acuminado; base aguda ou atenuada; nervura central saliente em ambas as faces; nervuras laterais 8-12, salientes nas duas faces; nervura marginal 1,5-4 mm da borda, esta geralmente revoluta; pecíolos glabros, 7-10 x 1-2 mm. Flores solitárias ou 2-8 em racemos axilares de 7-11 x 1 mm; pedicelos glabros. 15-25 x 0,6 mm; bractéolas glabras, elíptico-lanceoladas, 2 x 1 mm, persistentes na antese; botões piriformes, 7-8 x 4 mm, geralmente glabros, às vezes, com tricomas esparsos de cerca de 0,3 mm no ovário; lobos do cálice quatro, ciliados, desiguais, ou externos 3 x 2-3 e os internos 4,5-5 x 2,5-3 mm. Frutos elípticos, lisos, vermelhos quando maduros, 15-25 x 12-20 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaPertence à Eugenia sect. Umbellatae.Floração / frutificaçãoFlores coletadas de setembro a novembro; frutos em fevereiro, abril, agosto e outubro (SOBRAL ,2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Alagoas, Bahia, Pernambuco)Centro-Oeste (Mato Grosso)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Cerrado, Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista (EUGENIA, 2020).Etimologia“Verde-fosco” em latim, em alusão ao aspecto das folhas do tipo (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia stigmatosa

Nomes popularesGuamirim, guamirim-de-folha-miúdaNome científicoEugenia stigmatosa DC.SinônimosFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoArbustos ou arvoretas até 5 m alt. Plantas glabras, eventualmente pecíolos com tricomas simples esparsos. Folhas com pecíolo 3,3‑9 mm compr.; lâmina 4‑9 × 2‑4 cm, cartácea, levemente discolor, elíptica, ápice acuminado, base atenuada, margem inteira e revoluta, nervura central saliente na face abaxial e plana na face adaxial, nervuras secundárias 9-13 de cada lado, uma nervura marginal, a 1,4‑3,7 mm da borda. Pedúnculos unifloros, solitários ou agrupados, 16-24 mm compr., axilares; bractéolas 1‑1,5 × 0,2‑0,4 mm. Flores com hipanto não elevado acima do ovário, sem constrição; cálice com lobos individuais, 5,5-6 mm compr.; ovário 2-locular, liso. Frutos elipsóides, 15-20 mm diâm., lisos (LIMA, 2015).CaracterísticaA característica mais marcante da espécie é a presença de glândulas grandes, opacas e bem evidentes, que podem ser vistas sem o auxílio de lupa, em ambas as faces das folhas, no cálice e no fruto. As folhas apresentam espessamento amarelado nas margens (LIMA, 2015).Floração / frutificaçãoColetada com flores em novembro e dezembro e com frutos de novembro a fevereiro (LIMA, 2015).DispersãoZoocóricaHabitatOcorre preferencialmente em solos úmidos e com alta incidência solar (PELLIS, 2019).Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Bahia)Sudeste (Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Restinga (EUGENIA, 2020).Etimologia“Manchada” ou “com picadas” em grego, em alusão às marcas das glândulas translúcidas nas folhas (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.LIMA, D.F.; CADDAH, M.K.; GOLDENBERG, R. A família Myrtaceae na Ilha do Mel, Paranaguá, Estado do Paraná, Brasil. Hoehnea 42(3): 497-519, 7 fig., 2015. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/hoehnea/v42n3/0073-2877-hoehnea-42-03-0497.pdf>.PELLIS, V.F. A família Myrtaceae Juss. no Parque Municipal da Lagoa do Peri, Santa Catarina, Brasil. UFSC. Florianópolis, SC. 2019. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/197709/vivian%20f%20pellis.pdf?s>.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia uniflora

Nomes popularesPitanga, pitangueira, pitangueira-vermelhaNome científicoEugenia uniflora L.SinônimosEugenia arechavaletae HerterEugenia brunnea (O.Berg) Nied.Eugenia dasyblasta (O.Berg) Nied.Eugenia decidua Merr.Eugenia diaphana Kiaersk.Eugenia fuscopunctata Kiaersk.Eugenia gracilipes Kiaersk.Eugenia michelii Lam.Eugenia oblongifolia (O.Berg) Nied.Eugenia strigosa (O.Berg) Arechav.Eugenia zeylanica Willd.Luma arechavaletae (Herter) HerterLuma costata (Cambess.) HerterLuma dasyblasta (O.Berg) HerterLuma strigosa (O.Berg) HerterMyrtus brasiliana L.Myrtus willdenowii Spreng.Plinia pedunculata L.f.Plinia petiolata L.Plinia tetrapetala L.Stenocalyx affinis O.BergStenocalyx brunneus O.BergStenocalyx costatus (Cambess.) O.BergStenocalyx dasyblastus O.BergStenocalyx glaber O.BergStenocalyx grandifolius O.BergStenocalyx impunctatus O.BergStenocalyx lucidus O.BergStenocalyx michelii (Lam.) O.BergStenocalyx oblongifolius O.BergStenocalyx strigosus O.BergSyzygium michelii (Lam.) DuthieStenocalyx uniflorus (L.) KauselFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoArvoreta a árvore, ca. 3-10 m alt. Ramos glabros, esfoliantes, pardacentos, lenticelados, os mais jovens avermelhados. Folhas com lâminas 28-45×15-25 mm, razão foliar 1,8-2,7, ovadas, membranáceas, concolores a discolores, glabras, pontos translúcidos mais evidentes adaxialmente, duplo limbinérveas, base obtusa a aguda, ápice agudo a acuminado, margem freqüentemente revoluta; nervura central adaxialmente sulcada na porção inferior, freqüentemente avermelhada, abaxialmente proeminente; nervuras secundárias 7-9 pares, avermelhadas, mais evidentes na face abaxial, ângulo de divergência 40o-55o; nervuras intersecundárias ramificadas; nervuras marginais até 2 mm da borda, pouco visíveis; nervuras intramarginais até 1,0 mm da borda; pecíolos 4-6 mm compr., adaxialmente sulcados, glabros, avermelhados em material herborizado. Flores 4-7, em racemos auxotélicos, axilares, freqüentemente em ramos com poucas folhas; eixo muito reduzido a ausente; ferofilos ovados, ápice agudo, glabros em ambas as faces, margens ciliadas; antópodio 5-15 mm compr., glabro, freqüentemente brilhante; profilos caducos, ca. 1,2×1,2 mm, fimbriados, ovados a lineares, ápice agudo; botões florais 4-5 mm compr., glabros; sépalas ca. 4,0×2,0 mm, reflexas na antese, oblongas a lanceoladas, ápice obtuso a agudo; pétalas ca. 5,0×3,0 mm, glabras em ambas as faces, obovadas; disco estaminal quadrangular, glabro; estames 3-5 mm compr., glabros; ovário 18-20 ovúlos/lóculo, glabro; estilete 3-4 mm compr., glabro. Frutos subglobosos, 10-15 mm diâm., multicostados, glabros, alaranjados a avermelhados quando maduros (ROMAGNOLO, 2006, p. 16).CaracterísticaAs espécies mais semelhantes são E. sulcata e E. pitanga, sendo que difere da primeira pelos frutos não pilosos e da segunda pelo maio porte e menor número de nervuras secundárias e intersecundárias. O gênero se distingue por apresentar flores tetrâmeras, botões florais com cálice aberto e lobos caliciniais distintos; hipanto não elevado acima do ápice do ovário; ovário bilocular, com mais de 4 óvulos por lóculo. Fruto bacáceo, com lobos caliciniais persistentes; sementes1-2; embrião eugenióide, globoso a reniforme, cotilédones unidos ou individualizados, eixo hipocótilo-radícula visível ou não. Floração / frutificaçãoFlores coletadas de julho a outubro e frutos de agosto a dezembro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatOcorre tanto no Cerrado quanto na Mata Atlântica, possuindo ampla dispersão em todas as formações florestais deste bioma. É pioneira e seletiva higrófila, sendo abundante em capões de solos úmidos do Sul e Sudeste brasileiro. É uma das espécies dominantes dos extratos inferiores da floresta.Distribuição geográficaOcorrências confirmadas:Nordeste (Bahia)Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul)Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Cerrado, Mata Atlântica, PampaTipo de Vegetação Área Antrópica, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga (EUGENIA, 2020).Etimologia“Com uma flor” em latim; curiosamente esta característica quase nunca ocorre na espécie (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaVitamina C, óleos essenciais, sesquiterpenos, taninos, pigmentos flavonóides e antocianicos, saponinas e sai minerais. É eficaz no combate às larvas do Aedes aegypti. O extrato das folhas e seiva também possui atividade fungicida. Possui também lipídios, carboidratos, fibra dietética, manganês, magnésio, ferro, potássio, sódio, fósforo, cobrem tiamina e riboflavina.FitoterapiaNa medicina popular é utilizada como antiinflamatória, antibiótica, antidiarréica, anti-séptica bucal, digestiva, antitérmica, excitante, febrífuga, aromática, anti-reumática, antidisentérica, calmante, diurética, anti-hipertensiva, hipoglicêmica e anti-triglicerídeos. Também é usada no combate a bronquite, tosse, febre, gripe, ansiedade, cólica, colite, desarranjo, afecções do intestino, dores nas pernas, cicatrizante, enxaquecas, dores em geral, desidratação, caxumba, rubéola, gases, sarampo, catapora, hipertensão arterial e verminoses. É uma das 71 plantas medicinais selecionadas pelo Ministério da Saúde como de interesse ao SUS. As folhas, esmagadas, podem ser usadas como repelente contra insetos.FitoeconomiaOs frutos são comestíveis e muito deliciosos, sendo que ultimamente vem sendo utilizados pela indústria de cosméticos e de alimentos (suco industrializado), também há usos potenciais como alimento em geléias, doces, sorvetes, licores, infusões em cachaça e suplementos alimentares. As flores também são comestíveis, podendo ser utilizadas em saladas ou adicionadas a doces e licores. Até mesmo as folhas, em pequenas quantidades, são utilizadas no preparo de sucos verdes muito apreciados. Estes frutos também constituem uma importante fonte de alimento para a avifauna, sendo recomendada para plantio em reflorestamentos mistos destinados à preservação ou recuperação de áreas degradadas, matas ciliares ou também para arborização de represas e lagos destinados a piscicultura, pois os frutos são apreciados por várias espécies de peixes. Possui também potencial ornamental, podendo ser utilizada como quebra-vento. A madeira é de boa qualidade, sendo que era muito utilizada para a confecção de cabos de ferramentas e de agulhas de diferentes tamanhos para costurar redes de pesca.InjúriaComentáriosRebrota intensamente das raízes. Na língua Guarani é chamada de Ñangapirih, guavira pyta’i, ou nhengue pire. Para o plantio, não é necessária a quebra de dormência das sementes.BibliografiaALVES, E. O. et al. Levantamento Etnobotânico e Caracterização de Plantas Medicinais em Fragmentos Florestais de Dourados – MS. Ciênc. Agrotec. Lavras, v. 32, n. 2, p. 651-658, mar./abr., 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cagro/v32n2/48.pdf>.Catálogo de Plantas e Fungos do Brasil, volume 2 / [organização Rafaela Campostrini Forzza... et al.]. -Rio de Janeiro : Andrea Jakobsson Estúdio : Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, 2010. 2.v. 830 p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_fungos_vol2.pdf>.CERVI, A. C. et al. 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Plantas Úteis da Restinga: O Saber dos Pescadores Artesanais de Arraial do Cabo, Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 2006. 42p. il. Disponível em: <http://www.jbrj.gov.br/publica/livros_pdf/plantas_uteis.pdf>.GIARETTA, A.; PEIXOTO, A.L. Myrtaceae da restinga no norte do Espírito Santo, Brasil. Bol. Mus. Biol. Mello Leitão (N. Sér.) 37(1):45-126. Janeiro-Março de 2015. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/271386699_Myrtaceae_da_restinga_no_norte_do_Espirito_Santo_Brasil>.HOEHNE, F. C. Frutas Indígenas. Instituto de Botânica; Publicação da série “D”; Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio. São Paulo, SP, 1946. 96 p. il. Disponível em: <http://www.4shared.com/file/92677564/77782eb7/Frutas_Indgenas_-_1946_-_F_C_H.html>.IKEMOTO, E. Espécies Arbóreas, Arbustivas e Herbáceas do Parque Taquaral (Campinas, SP) – Subsídios para Atividades de Ensino Não-Formal de Botânica. Tese de Mestrado. 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Londrina, PR. 2011. 236 P. il.SOUZA, M. C.; MORIM, M. P. Subtribos Eugeniinae O. Berg e Myrtinae O. Berg (Myrtaceae) na Restinga da Marambaia, RJ, Brasil. Acta Bot. Bras. 22(3): 652-683. 2008. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/365>.VENDRUSCOLO, G. S.; SIMÕES, C. M. O.; MENTZ, L. A. Etnobotânica no Rio Grande do Sul: Análise Comparativa Entre o Conhecimento Original e Atual Sobre as Plantas Medicinais Nativas. Pesquisas, Botânica nº 56: 285-322, São Leopoldo: In: Instituto Anchietano de Pesquisas, 2005. Disponível em: <http://www.anchietano.unisinos.br/publicacoes/botanica/botanica56/botanica56.htm>.ZUCHIWSCHI, E.; FANTINI, A. C.; ALVES, A. C.; PERONI, N. Limitações ao Uso de Espécies Florestais Nativas Pode Contribuir Com a Erosão do Conhecimento Ecológico Tradicional e Local de Agricultores Familiares. Acta bot. Bras. 24(1): 270-282. 2010. Disponível em: <http://www.botanica.org.br/acta/ojs/index.php/acta/article/view/971/298>.

Eugenia uruguayensis

Nomes popularesGuamirim, cambuim-branco, araçá-brancoNome científicoEugenia uruguayensis Cambess.SinônimosEugenia batucaryensis O.BergEugenia calycosema O.BergEugenia guabiju O.BergEugenia maschalantha O.BergEugenia opaca O.BergLuma calycosema (O.Berg) HerterLuma maschalantha (O.Berg) HerterLuma opaca (O.Berg) HerterLuma uruguayensis (Cambess.) HerterFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, não endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores até 8 m de altura. Plantas glabras, salvo eventualmente tricomas no ovário. Lâminas lanceoladas, elíptico-lanceoladas ou oblongo-lanceoladas, concolores ou pouco discolores, mais claras na face abaxial, 45-80 x 15-345 mm; ápice agudo; base cuneada; nervura central sulcada, às vezes, plana na metade distal na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 15-20 de cada lado, pouco evidentes na superfície adaxial e visíveis na abaxial; nervura marginal 0,7-1,8 mm da borda, esta, às vezes, revoluta; pecíolos 4-11 x 1-1,4 mm. Flores 2-8 em umbelas ou pequenos racemos de até 3 x 1 mm, axilares ou em partes dos ramos sem folhas; pedicelos 1-4 x 0,5-0,8 mm; bractéolas ovadas, eventualmente carenadas, 1-1,2 x 1-1,5 mm, persistentes na antese, ocultando quase de todo o ovário; botões florais globosos, 3-4 x 3-4 mm, o ovário glabro ou comtricomas brancos apressos de cerca de 0,1 mm; lobos do cálice quatro, mais ou menos desiguais, os externos 1-1,5 x 2 e os internos 1,5 x 2,5 mm. Frutos oblongos ou globosos, lisos, negros quando maduros, 10-15 x 8-9 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFlores coletadas em dezembro e janeiro e frutos de setembro a janeiro (SOBRAL, 2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Estacional Perenifólia, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista (EUGENIA, 2020).EtimologiaAlusão ao local de coleta do tipo (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.

Eugenia verticillata

Nomes popularesGuamirim-ferrugemNome científicoEugenia verticillata (Vell.) AngelySinônimosEugenia brevipedunculata Kiaersk.Eugenia riedeliana O.BergEugenia schuechiana O.BergFamíliaMyrtaceaaeTipoNativa, endêmica do Brasil.DescriçãoÁrvores até 8 m de altura. Ramos novos com tricomas castanhos, laxos, de até 0,5 mm; às vezes, a superfície abaxial das folhas com tricomas esparsos. Lâminas elípticas ou elíptico-oblongas, discolores, 65-105 x 26-40 mm; ápice acuminado ou longo-acuminado; base aguda ou cuneada; nervura central sulcada na face adaxial e saliente na abaxial; nervuras laterais 10-14 de cada lado; nervura marginal 2-2,5 mm da borda, esta geralmente ondulada; pecíolos 2,5-5 x 1 mm. Flores 1-2 por axila, sésseis; bractéolas glabras, arredondadas, 1,2 x 1 mm, persistentes na antese; botões florais globosos, o ovário densamente coberto por tricomas cinéreos de cerca de 0,1 mm; lobos do cálice quatro, ovado-arredondados, glabros, desiguais, os externos 1,2-1,5 x 1,5-2 e os internos 2-3 x 2 mm. Frutos subglobosos ou oblatos, na natureza lisos, mas em material herborizado, frequentemente, algo verrucosos, vermelhos a negros quando maduros, 8 x 10 mm (SOBRAL, 2011).CaracterísticaFloração / frutificaçãoFlores coletadas em março e abril e frutos de julho a dezembro (SOBRAL ,2011).DispersãoZoocóricaHabitatDistribuição geográficaOcorrências confirmadas:Sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)Domínios Fitogeográficos Mata AtlânticaTipo de Vegetação Floresta Ombrófila (= Floresta Pluvial) (EUGENIA, 2020).EtimologiaAlusão às inflorescências densamente agrupadas em alguns indivíduos, assemelhando-se a verticilos (SOBRAL, 2011).PropriedadesFitoquímicaFitoterapiaFitoeconomiaInjúriaComentáriosBibliografiaEUGENIA in Flora do Brasil 2020 em construção. Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB10359>. Acesso em: 09 Jan. 2020.SOBRAL, M. Eugenia (Myrtaceae) no Paraná. EDUEL. Londrina, PR. 2011. 236 P. il.