Essência. No pensamento antigo, a essência define o fundo de uma coisa, ou seja, a sua substância, conforme declarou Aristóteles e opunha-se a acidente, já que a essência era imutável na identificação de um ser. Já o acidente poderia variar, conservando-se a essência. (1)
Essência de algo é aquilo que lhe é característico e o torna o que é. Por exemplo, a essência de um unicórnio é que ele é um cavalo com um único chifre na cabeça. Unicórnios não existem, obviamente; então, essência não implica existência. Essa distinção é importante na filosofia. (2)
Essência. Do ponto de vista lógico, a essência é aquilo que define uma coisa, é o que ela é em profundidade. Metafisicamente falando, essência opõe-se a acidente, sendo acidente aquilo que existe, mas poderia não existir, ou seja, tem um caráter contingencial e, por isso mesmo, pode se modificar, enquanto a essência é aquilo que permanece sempre "o mesmo", independentemente das mudanças (é o que não pode se modificar num ser sem que ele deixe de ser ele mesmo). Exemplo: Platão é homem. Ele pode ser aristocrata, jardineiro, mas sua essência de homem permanece intacta. (3)
(1) EDIPE - ENCICLOPÉDIA DIDÁTICA DE INFORMAÇÃO E PESQUISA EDUCACIONAL. 3. ed. São Paulo: Iracema, 1987.
(2) VÁRIOS COLABORADORES. O Livro da Filosofia. Tradução de Rosemarie Ziegelmaier. São Paulo: Globo, 2011.
(3) SCHÖPKE, Regina. Dicionário de Filosofia: Conceitos Fundamentais. São Paulo: Martins Fontes Selo Martins, 2010.