Análise. Desligar, decompor um todo em suas partes. Divisão ou decomposição de um todo ou de um objeto em suas partes, seja materialmente (análise química de um corpo), seja mentalmente (análise de conceitos). Opõe-se a síntese, ato de composição que consiste em unir em um todo diversos elementos dados separadamente. (1)
Análise. Quebra de um todo em seus componentes e suas mútuas relações. Ant. síntese. A análise pode ser conceitual, empírica, ou ambas. A análise conceitual distingue sem desmantelar, ao passo que a análise empírica consiste em separar os componentes de um todo concreto. Um prisma analisa a luz branca em ondas de diferentes frequências; a análise de Fourier faz o mesmo em termos conceituais. O pensamento crítico começa por analisar ideias e procedimentos, e culmina em síntese como classificações, teorias projetos experimentais e planos. A análise pode ter cada um dos seguintes resultados: dissolução de problemas mal concebidos; reformulação clara de problemas mal colocados... A análise é a marca da racionalidade conceitual. Em consequência, a família das filosofias pode ser dividida em analítica ou racionalista, e antianalítica ou irracionalista. (2)
(1) JAPIASSU, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário Básico de Filosofia. 3.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.
(2) BUNGE, M. Dicionário de Filosofia. Tradução de Gita K. Guinsburg. São Paulo: Perspectivas, 2002. (Coleção Big Bang)