Nome científico: Scoparia dulcis.
Nome popular: Tapixaba, tapeiçaba, tapoiçoba, tupixaba, vassourinha, vassourinha-cheirosa, vassourinha-miúda.
Partes usadas: Toda a planta.
Princípios Ativos: Ácidos escopárico, escopadúlcico etc.; amelina, glicosídeos, flavonas, escutelareína, α-amirina, benzoxazolinona, β-sitosterol, cinarosídeo, manitol, dulcinol; ácidos dulcióico etc.
Propriedade terapêutica: Emoliente, béquica, peitoral, hipoglicemiante, febrífuga, hipotensiva, expectorante, antitumoral.
Indicação terapêutica: Hemorroidas, desordens respiratórias e menstruais, bronquite, tosse, diabetes melittus, hipertensão, brotoeja, coceira, erisipela, afecções cutâneas, tosse, verminose, herpes.
Uso popular e medicinal
Na Região Amazônica, o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos e as folhas para melhorar o estado geral do indivíduo.
Tribos indígenas de vários países da América utilizam esta planta. No Equador preparam o chá com todas as partes da planta com a finalidade de reduzir inchaço e dor. Entre os ticunas, a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual. Nas Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca, aliviar a febre e como aniemético infantil e antisséptico. No Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e lavagem de feridas. Na Nicarágua é utilizada a infusão a quente ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga, picada de mosquito, desordens menstruais, hepáticas e estomacais, malária, doenças venéreas, problemas cardíacos, febre, limpeza do sangue e auxiliar no parto.
S. dulcis tem sido usada como remédio para diabetes mellitus (o pâncreas deixa de produzir insulina ou as células param de responder à insulina produzida) na Índia e para a hipertensão em Taiwan.
Um estudo do efeito antidiabético de S. dulcis realizado em 1943 encontrou o glicosídeo amelina, de vegetais frescos. Segundo os autores, trouxe alívio em complicações que acompanham a diabetes tais como piorréia (ou periodontite, inflamação da boca), retinopatia (lesão da retina ocular), dores nas articulações e susceptibilidade ao frio.
Os princípios ativos identificados como responsáveis pelos efeitos medicinais desta planta incluem ácido escopárico (A, B, D), ácido escopadúlcico (A, B), escopadulciol e escopadulim. O ácido escopadúlcico B e o escopadulciol são referidos como as únicas biomoléculas com efeitos inibitórios sobre a replicação de vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1), atividade da bomba de próton gástrica e reabsorção óssea estimulada pelo hormônio paratiróide. Além disso, o ácido escopadúlcico B mostrou atividade antitumoral. Devido ao esqueleto carbônico (a estrutura interna das moléculas) único e múltiplas atividades biológicas, esta substância tem sido alvo de atenção de profissionais da química sintética.
Outros componentes detectados em S. dulcis são glicosídeos, flavonas (acacetina, apigenina), flavonoide escutelareína, triterpeno alfa-amirina, alcaloide benzoxazolinona, β-sitosterol (um esterol de planta com estrutura química semelhante ao colesterol), componente flavônico cinarosídeo D, manitol, dulcinol e ácidos dulcióico, cumárico, gentísico, betulínico e iflainóico.
No Brasil a vassourinha-doce é considerada emoliente, hipoglicemiante, febrífuga, hipotensiva, expectorante, pectoral, indicada contra desordens respiratórias e menstruais, bronquite, tosse, diabetes, hipertensão.
No Pará, o chá da planta é usado contra hemorroidas, brotoejas, coceiras, erisipela, afecções cutâneas e o chá da raiz como antidiabético.
No Rio Grande do Sul serve para tratar problemas do fígado, estômago e estimular o apetite. Na Paraíba, é utilizada contra tosses e verminoses.
Em Minas Gerais é tida como béquica, emoliente e peitoral.
As formas farmacêuticas mais comuns são tintura, decocto e infuso. Externamente é usada para tratamento de hemorroidas.
Dosagem indicada
Hemorroidas
Infuso e decocto a 5%, de 2 a 3 xícaras ao dia. Extrato fluido, de 2 a 10ml ao dia.