Nome científico: Dimorphandra mollis.
Nome popular: Farinha, barbatimão-falso, barbatimão-de-folha-miúda, faveiro-do-cerrado, favinha, canafístula, favela.
Partes usadas: Entrecasca, fruto.
Princípios Ativos: Bioflavonoides rutina e quercetina.
Propriedade terapêutica: Cicatrizante, antioxidante
Indicação terapêutica: Hemorroidas, varizes, hematomas, problemas de circulação, acne.
Uso popular e medicinal
A fava d’anta é usada há muito tempo por extrativistas na medicina caseira. Uma bebida conhecida como “suco de favela” - favas verdes colocadas de molho na água - é saborosa e tida como nutritiva e medicinal.
A infusão do fruto verde serve como anti-hemorrágico e para tratamento de hemorroidas, varizes e hematomas. Da entrecasca curtida em água fria produz-se um chá usado externamente como cicatrizante e outras finalidades.
Há tempo as propriedades das favas têm despertado interesse de empresas de produtos cosméticos e farmacêuticos devido a presença de bioflavonoides dos quais se destacam a rutina e a quercetina. A rutina desponta como uma das substâncias mais promissoras na produção de cosméticos e fármacos, que é também sintetizado por outras plantas, mas que na fava-d’anta ocorre em quantidade muito elevada.
Medicamentos a base de rutina atuam no tratamento de varizes, hemorroidas, problemas de circulação, acne; atuam como antioxidante no combate a radicais livres, envelhecimento e doenças degenerativas.
A fava d’anta também é utilizada na indústria alimentícia como aromatizante, espessante e estabilizante.
Os frutos de D. mollis apresentam alta concentração de rutina (8g de rutina por 100g de pericarpo). Esse glicosídeo tem importância terapêutica especialmente na normalização da resistência e permeabilidade das paredes dos vasos capilares, podendo atingir preços razoáveis no mercado internacional.