Nome científico: Psidium guajava.
Partes usadas: Folha nova, broto ou "olho".
Princípios Ativos: Folhas: taninos, óleo essencial (rico em cariofileno, nerolidiol, b-bisaboleno, aromadendreno, p-selinemo, a-pinemo, 1,8-cineol), triterpenoides, b-sitosterol.
Propriedade terapêutica: Antisséptica, antimicrobiana, adstringente, antioxidante.
Indicação terapêutica: Diarreia (origem bacteriana), inflamação da boca e garganta, cólicas, colite, disenteria, dor de barriga, diabetes, câncer.
Uso popular e medicinal
Na medicina popular é utilizada contra cólicas, colite, diarreia, disenteria e dor de barriga.
A maioria das pesquisas foi realizada em goiaba P. guajava e a conclusão é que os extratos das folhas e cascas atuam em mecanismos terapêuticos contra o câncer, infecções bacterianas, inflamação e dor.
Óleos essenciais de folhas de goiabeira apresentaram atividade anticâncer in vitro. Folhas e cascas são utilizadas como remédios tradicionais para diarreia devido a possível propriedade antimicrobiana e como um adstringente.
Em Trinidad o chá feito de folhas jovens é indicado contra diarreia, disenteria e febre.
Um experimento divulgado em 2004 envolvendo 100 pessoas com diarreia aguda demonstrou que a tintura de folhas de goiabeira (20%) curou clinicamente 92% dos pacientes em 72 horas.
Uma pesquisa realizada em 2005 sobre a atividade antifúngica de extratos de plantas para assepsia e esterilização, encontrou atividade antimicótica de P. guajava frente a Aspergillus fumigatus, um fungo presente no ar atmosférico e habitante da mucosa das vias respiratórias de animais.
Outro estudo (2003) analisou 13 extratos de diferentes plantas da medicina popular brasileira, constatou que P. guajava foi uma das mais ativas frente às leveduras do gênero Candida: C. albicans, C. krusei, C. parapsilosis e C. tropicalis. Candida é um fungo que vive em hospedeiros animais, inclusive em seres humanos, causando infecção oral e vaginal.
Dentre os constituintes destacam-se (nas folhas): taninos (9-10%), óleo essencial (90,3%) rico em cariofileno, nerolidiol, b-bisaboleno, aromadendreno, p-selinemo, a-pinemo e 1,8-cineol; triterpenoides (ácido oleanólico, ursólico, catecólico, guaiavólico, maslínico), b-sitosterol.
Dosagem indicada
Antisséptico bucal e intestinal. Inibe microrganismos como salmonela, serrata e Staphylococcus. Indicado nas diarreias principalmente de origem bacteriana, e inflamações da boca e garganta
Partes usadas: folhas novas, brotos ou "olhos" (até a 6ª folha tenra, a partir do ápice). Folhas velhas não têm atividade antisséptica.
Preparar por infusão. São utilizados 4 brotos para 1 xícara de água fervente. Infusão por 10min. Coar e tomar 1 xícara a cada 2 a 4 horas, ou de hora em hora nos casos mais severos (diarreias).
Este chá pode ser utilizado para preparar o soro caseiro, basta adicionar sal e açúcar nas quantidades recomendadas.
Indicado para crianças com diarreia (antidiarreico e rehidratante).
Em gargarejos e bochechos, a infusão atua nas inflamações da boca e garganta.