Nome científico: Urtica dioica.
Nome popular: Urtigão, urtiga-maior, queimadeira.
Partes usadas: Toda a planta.
Princípios Ativos: Vitaminas, ferro, proteínas, acido salicílico e outros elementos.
Propriedade terapêutica: Hemostática, diurética, depurativa, uricosúrica, colagoga, remineralizante.
Indicação terapêutica: Artrite, gota, furunculose, úlcera, sarampo, hemorroidas, resfriado, inflamação da garganta, fígado, vesícula biliar, intestinos, queda de cabelos, caspa.
Uso popular e medicinal
Na parte aérea da planta encontram-se clorofila, sais minerais, vitaminas, tanino, flavonoides, esteróis, mucilagens, betaína, colina, carotenoide, protídeos, lisina, polissarídeos e fenóis. O conteúdo em vitamina C é tão alto quanto o do limão ou da groselha.
Na raíz encontram-se taninos, fitosteróis, propanoides, heterosídeos, escopolamina, lectinas, flavonoides e cumarinas. O azeite da semente contém ácido linoleico, oleico, ácidos saturados e glicerol.
Os pelos contêm 1% de histamina e 0,2 a 1% de acetilcolina, substâncias que promovem os impulsos nervosos do nosso sistema nervoso vegetativo e por isso atuam bem no sistema digestivo e circulatório. Tem ainda colina, serotonina, ácidos acético, gálico e fórmico, o mesmo que as formigas têm e por isso uma picada de formiga causa a mesma sensação que um esfregão em pêlos de urtiga.
Pelo alto conteúdo de sais minerais e clorofila, a planta é reconstituinte e remineralizante. Os taninos lhe dão ação antidiarreica e cicatrizante de feridas e a vitamina K lhe confere poder anticoagulante. Os ácidos acético, gálico e fórmico, a clorofila e os minerais lhe fazem uricosúrica (aumenta a excreção do ácido úrico) e colagoga.
É muito usada para tratar hiperplasia benigna de próstata (HBP), principalmente associado a Pygeum africanum, já que esta combinação é melhor que qualquer uma das plantas isoladas por deixar menos resíduo urinário. Pygeum africanum é o nome do extrato concentrado da casca da ameixeira africana, usado como fitoterápico no tratamento de distúrbios da micção provocados por HBP.
É anti-inflamatória por que seus polissacarídeos ativam o complemento e sua ação é comparada aos diclofenacos. As lectinas têm ação endocrinorreguladora, anti-inflamatória e agrutinadora eritrocitária, além de estimularem a produção dos linfócitos.
Trabalhos científicos atestam que a quantidade de ferro e sílica que contém ajuda em problemas de fragilidade capilar. Inibe o sistema nervoso central (SNC), ajuda na alopecia e baixa a temperatura, a pressão arterial, o açúcar no sangue e o número de batimentos cardíacos.
A urtiga-maior é ainda indicada em dietas que exigem redução de sal. Auxilia na prevenção de resfriados e inflamações da garganta, contribuindo para o bom funcionamento do fígado, vesícula biliar e intestinos. Atua como hemostática, diurética e depurativa, razão pela qual é utilizada no tratamento da artrite, gota, furunculose, úlceras, sarampo, hemorroidas, asma, diarreia, coqueluche etc.
Dosagem indicada
Externamente se utiliza nos casos de quedas de cabelo e caspas.
Artrite
Faz-se a infusão por cinco minutos com 3 colheres (café) de folhas secas em uma xícara de água fervente. Filtrar e adoçar com mel, tomar 3 xícaras por dia.
Depurativo
Decocção em um 1,5 litro de água, ferver 50g de folhas e hastes de urtiga-maior até que o líquido se reduza a 2/3 da quantidade inicial. Filtrar e guardar em garrafa. Tomar 3 cálices por dia.
Cuidado
Se ingerida diminui a função renal e cardíaca e pode causar irritação gástrica. É uterotônica.
O efeito urticante é só no contato com a pele.