Nome científico: Oenocarpus mapora.
Nome popular: Bacabi
Partes usadas: Fruto (polpa).
Princípios Ativos: Ácidos graxos (oleico, palmítico, linoleico, esteárico, palmitoleico, araquídico), lipídeos, fibras, proteínas, antocianinas.
Propriedade terapêutica: Emoliente.
Indicação terapêutica: Pele ressecada, revitalização do couro cabeludo, caspa.
Uso popular e medicinal
Esta palmeira tem grande valor socioeconômico, sendo o principal interesse o aproveitamento do fruto para produção de óleo e outros produtos derivados, de excelente qualidade nutricional. As propriedades organolépticas do óleo são semelhantes às do óleo de oliva, podendo ser um substituto deste azeite, além de propiciar matéria-prima de boa qualidade para a indústria de alimentos pois contém proteínas de excelente valor biológico (40% a mais que a soja).
Uma análise química dos componentes do óleo da bacabinha foi realizado pelo Laboratório de Tecnologia Química (LATEC - Instituto de Química da Universidade de Brasília UnB), extraido por expressão do mesocarpo oleaginoso do fruto utilizando-se uma prensa primitiva.
O óleo é um líquido esverdeado de odor agradável. A composição de ácidos graxos, ácidos oleico, palmítico, linoleico, esteárico, pamitoleico e araquídico.
O alto teor de ácidos graxos insaturados oleico e linoleico conferem ao óleo as propriedades emolientes, possibilitando seu emprego em produtos para a pele e revitalização do couro cabeludo.
O ácido oleico é empregado no tratamento de caspa (descamação do couro cabeludo) e de peles ressecadas, pela formação de um filme lipídico sobre a epiderme. Por ser uma das substâncias em maior quantidade tanto no sebo quanto nas glândulas da pele, o ácido oleico proporciona grande afinidade entre a pele e os óleos que o contêm. Pode também ser utilizado como promotor químico de absorção, uma vez que é capaz de melhorar a difusão de princípios ativos pelo estrato córneo. Esta propriedade é explicada por sua capacidade em modificar, de forma reversível, a resistência do mesmo.
O ácido linoleico faz parte dos chamados ácidos graxos essenciais, são necessários ao homem mas não sintetizados por ele. Esta substância é um dos componentes lipídicos da pele, podendo ser incorporado aos fosfolipídeos epiteliais, o que acarreta na diminuição da perda de água transepidérmica e evita o ressecamento da pele.
Também auxilia no tratamento de disfunções de queratinização e de elasticidade, promovendo mais flexibilidade e maciez para a pele.