Nome científico: Centella asiatica.
Nome popular: Centela, gotu kola, hidrocótila, pé-de-cavalo, dinheiro-em-penca, pata-de-elefante, corcel, erva-de-tigre.
Partes usadas: Folha, partes aéreas.
Princípios Ativos: Triterpenos pentacíclicos, óleo essencial, flavonoides, sesquiterpenos, esteroides.
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatória, cicatrizante, depurativa, digestiva, tônica, lipolítica, diurética, expectorante, resolutiva, febrífuga, antibacteriana, psicotrópica.
Indicação terapêutica: Ativação da circulação sanguínea, coadjuvante no tratamento de doenças vasculares, auxiliar na digestão estomacal e intestinal, antidepressiva, eczema, úlcera, prurido etc.
Composição química
Ácidos triterpênicos, flavonoides, ácidos graxos, alcaloides, saponinas, óleos essenciais, quercetina, cânfora, açúcares, sais minerais, aminoácidos e resinas.
Saponosídeo triterpênico, saponinas, flavonoides, quercetina, aminoácidos, sais minerais, açúcares, ácidos graxos, ácidos triterpênicos, resinas, taninos, óleo essencial, β-caroteno, vitamina C, fitosteróis, alcaloide.
Madecassoside é o principal triterpeno na cura de feridas de queimaduras e seu possível mecanismo de ação encontrado na Centella asiatica, erva usada nas medicinas tradicional chinesa, ayurvédica e tradicional africana tem uma ampla gama de atividades biológicas tais como anti-inflamatória e antioxidante.
Uso popular e medicinal
Centella asiatica é planta tradicional na medicina ayurvédica em tratamento de lesões de hanseníase.
Estudos no extrato aquoso das folhas mostraram suas propriedades biológicas tal como ação citotóxica contra células cancerígenas, atividade anti-inflamatória e potencial uso no tratamento de desordens neurológicas.
Atualmente avalia-se cientificamente a aplicação em cosméticos para redução de peso.
Estudos já detectaram atividade anti-micobacteriana no extrato etanólico das folhas contra M. tuberculosis através do ensaio de microplacas e significativa inibição do crescimento de micobactérias M. chelonadae na fração hexânica do extrato metanólico das folhas. M. tuberculosis (ou bacilo de Koch) é o agente causador da maioria dos casos de tuberculose. M. chelonadae causa infecções pós-operatórias e abscessos glúteos.
Ativação da circulação sanguínea como coadjuvante no tratamento das doenças vasculares (insuficiência venosa), auxiliar na digestão estomacal e intestinal, antidepressiva.
Uso externo como cicatrizante para eczemas, úlceras, pruridos e feridas pós-cirúrgicas, para eliminação da celulite, como estimulante cutâneo e da irrigação sanguínea, em úlceras venosas e para irritação vaginal. Prevenção de rugas e flacidez, para hemorroidas, úlceras cutâneas, queimaduras, erisipela e infecção cutânea, tosse e catarro amarelo, febres em infecções bacterianas. Indicada como complemento na massagem de cicatrizes fibrosas e hipertróficas.
Ações farmacológicas: anti-inflamatória, cicatrizante, depurativa, digestiva, tônica, anticelulítica, diurética, reconstituinte, expectorante, resolutiva, estimulante circulatória, febrífuga, antibacteriana, psicotrópica.
Dosagem indicada
Uso interno para desordens dermatológicas como eczema, úlceras varicosas, hematoma, rachadura da pele, varizes e celulite.
Infusão (rasura): 2g em 150ml de água fervente, até 3 vezes ao dia
Pó: 500 a 2000mg ao dia após as refeições
Extrato seco: 200 a 500mg ao dia
Extrato fluido: 25 gotas 3 vezes ao dia após as refeições
Tintura: 50 gotas diluídas em água, 3 vezes ao dia.
Uso externo no tratamento da celulite e gordura localizada: extrato glicólico.
- 2-5% em forma de gel, creme e loção suavizante
- 3-6% em forma de creme reparadores e restaurador
- 1-5% em forma de creme pós sol.
Uso interno: infusão de uma colher (sobremesa) de folhas secas moídas em 2 xícara (chá) de água, 2 vezes ao dia.
Uso externo: 3 colheres (sopa) de folhas picadas em ½ litro de água, para aplicação local ou banhos de assento. Pasta feita com a planta recente ou o pó da planta sobre a região a tratar.
Toxicidade, contraindicação
A presença de taninos contraindica seu emprego a longo prazo por via oral em casos de gastrite e úlcera gastrointestinal. Pouco se recomenda em epilepsia, hiperlipidemia e durante a gestação.