Nome científico: Ricinus communis.
Nome popular: Mamoneira, rícino, bafureira, palma-criste, carrapateira.
Partes usadas: Folha, semente.
Princípios Ativos: Ricina, minerais, b-sitosterol, ácidos (ricinoleico, di-hidroxiesteárico, linoleico, oleico, esteárico).
Propriedade terapêutica: Catártico, contraceptivo, antibacteriana, analgésica, anti-inflamatória, emoliente, umectante, purgativo.
Indicação terapêutica: Verruga, tumor, induração do órgão abdominal e glândula mamária, calo, coagulante sanguíneo, dermatite, doenças oculares, dor de cabeça, furúnculo, micose, inflamação.
Uso popular e medicinal
O óleo serve como purgativo e unguento para as moléstias das articulações, inflamações em geral, dor de ouvido e assaduras.
O óleo e a semente têm sido usados como remédio popular para verruga, tumor frio, induração do órgão abdominal e glândula mamária, "whitlows" (abscesso no tecido mole perto de uma unha), calo etc.
O óleo de mamona é catártico (acelera a defecação), consiste principalmente de ácido ricinoleico e pequenas quantidades de ácidos di-hidroxiesteárico, linoleico, oleico e esteárico. O ácido ricinoleico tem servido em geleias contraceptivas. A ricina age como um coagulante sanguíneo. O óleo é usado externamente para dermatite e doenças oculares.
As sementes produzem 45-50% de um óleo fixo, contêm os alcaloides ricinina e toxalbumina de ricina e são considerados purgativos, contrairritantes em picada de escorpião e veneno de peixe. Folhas aplicadas na cabeça aliviam dores de cabeça e como cataplasma servem para furúnculo.
Em 100 g de folha tem-se umidade zero, 24,8 g de proteína, 5,4 g de gordura, 57,4 g de carboidrato total, 10,3 g de fibra, 12,4 g de cinza, 2,670 mg de cálcio e 460 mg de fósforo. A semente contém 5,1 a 5,6% de umidade, 12,0 a 16,0 % de proteína, 45,0 a 50,6% de óleo, 3,1 a 7,0 NFE, 23,1 a 27,2% de CF e 2,0-2,2% de cinzas. As sementes são ricas em fósforo, 90% na forma fítica.
A matéria insaponificável contém b-sitosterol. O bagaço de sementes esmagadas contém 9,0% de umidade, 6,5% de óleo, 20,5% de proteína, 49,0% de carboidratos totais e 15,0% de cinzas.
As sementes contêm uma poderosa lipase empregada para a hidrólise comercial de gorduras, amilase, invertase, maltase, endotripsina, ácido glicólico, oxidase, ribonuclease e um zimogênio lipossolúvel. Sementes germinadas contêm catalase, peroxidase e redutase].
O ácido ricinoleico apresenta propriedades antibacteriana, analgésica e anti-inflamatória. Compressas com óleo de rícino servem para reduzir inflamações e melhorar a assimilação intestinal. Trata com eficácia acne, furúnculo, verruga, pele seca e dermatite.
Ajuda a suavizar a pele seca e irritada. É rapidamente absorvido, estimulando a produção de colágeno, o que reduz rugas e estrias. Tem propriedades emolientes e umectantes que auxiliam na hidratação, elasticidade e maciez da pele. O óleo de mamona tem a capacidade de penetrar na pele como nenhum outro, sendo excelente para eliminar bactérias que provocam ou agravam a acne.
É efetivo no tratamento da micose devido a comprovada ação antifúngica. Ideal para relaxamento do corpo e curar inflamações como artrite. Ajuda no fortalecimento do couro cabeludo e no crescimento dos cabelos, pois combate infecções e o desenvolvimento de bactérias e fungos que podem impedir o crescimento capilar.
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O óleo de rícino tem sabor muito desagradável, mas encontra-se nas farmácias óleos sem sabor ou com sabor de frutas ou menta.
Dosagem indicada
Laxante
De 2 a 10g de óleo para adultos.
Purgante
De 20 a 40g de óleo para adultos. Para crianças de 8 a 10g de óleo.
Advertências
Não usar nunca nenhuma parte da planta, nem extrair o óleo da casa, porque a mamona possui substâncias muito venenosas, que podem causar a morte (riana e ricinina).
Evitar o uso prolongado como laxante.