Nome científico: Syzygium aromaticum.
Nome popular: Cravo, cravinho, cravo-aromático, cravo-das-molucas, cravo-de-doce.
Partes usadas: Botões florais, folhas.
Princípios Ativos: Presença de até 90% de óleo essencial, sendo eugenol o componente majoritário, acompanhado por trans-cariofileno, acetato de eugenila e a-humuleno.
Propriedade terapêutica: Carminativa, antisséptica, antibiótica, antifúngica, antibacteriana.
Indicação terapêutica: Estimulante das funções digestivas, tratamentos respiratórios, transtornos alimentares, enxaguatório bucal.
Uso popular e medicinal
A espécie é explorada principalmente para extração industrial do óleo essencial obtido dos botões florais, folhas e outras partes. O uso popular da espécie refere-se ao chá dos botões florais como carminativo e estimulante das funções digestivas. Na Índia é utilizado pela medicina Ayurvédica para tratamentos respiratórios e transtornos alimentares.
As propriedades antissépticas e antibióticas são exploradas em preparação de dentifrícios caseiros e enxaguatórios bucais.
Os estudos fitoquímicos do cravo revelam a presença de até 90% de óleo essencial, no qual o eugenol é o componente majoritário, acompanhado por trans-cariofileno, acetato de eugenila e a-humuleno. Segundo vários pesquisadores, o eugenol pode contribuir com atividade antifúngica e antibacteriana.
Estudos referentes ao potencial anticarcinogênico ou quimiopreventivo, antioxidante, antiagregante plaquetário e antitrombótico do cravo têm sido descritos nas literaturas especializadas.
O sabor do famoso molho "worcestershire" ou "worcester" (molho inglês), uma contribuição indo-britânica a cozinha internacional, é marcadamente dominado pelo aroma de cravo. Além do cravo, o molho é composto de alho, tamarindo, colorau ou chili, extrato de peixe, molho de soja, melado, vinagre (ou suco de limão) e sal. Não existe uma receita autêntica e outros ingredientes podem entrar como xarope de milho, pimentão e anchovas, portanto cada mestre da cozinha faz sua própria receita.