Nome científico: Stevia rebaudiana.
Nome popular: Capim-doce, erva-adocicada, erva-doce, folha-doce, planta-doce.
Partes usadas: Folhas
Princípios Ativos: Glicosídeos, esteviosideo (5 a 10%), rebaudiosideo (2 a 4%), dulcosideo, saponinas, óleo essencial, taninos.
Propriedade terapêutica: Hipoglicemiante, hipotensora, diurética, cardiotônica, tônica para o sistema vascular, antiflogística.
Indicação terapêutica: Diabetes, hipertensão arterial, azia, baixar ácido úrico, reumatismo, fadiga, depressão, insônia, emagrecimento.
Uso popular e medicinal
O uso na forma de chá impede a absorção do açúcar pelo intestino sendo benéfico aos portadores de diabetes, que podem reduzir a quantidade de insulina tomada diariamente. Deve ter acompanhamento médico.
Indicada para regular o açúcar da dieta habitual. Nos casos de hipertensão arterial, atua como elemento regulador.
Cita-se como tônico para o coração, contra obesidade, hipertensão, azia e para baixar os níveis de ácido úrico. Tônico para o sistema vascular, razão pela qual se torna útil nos casos de reumatismo e hipertensão.
Exerce efeito calmante sobre o sistema nervoso eliminando a fadiga, a depressão, a insônia e a tensão, estimula as funções digestivas e cerebrais e age como antiflogística.
Como substitui perfeitamente o açúcar sem alterar o nível normal de glicemia e favorece a eliminação de toxinas, é recomendada nos regimes de emagrecimento.
Os constituintes responsáveis pelas propriedades adoçantes de suas folhas são os glicosideos, sendo o mais doce o esteviosideo, que tem poder adoçante 300 vezes maior que o da sacarose e pode representar até 18% da composição total da folha.
O adoçante de estévia é comercializado hoje em quase todo mundo, sendo os japoneses seus maiores consumidores.
Vários estudos inclusive nos EUA validaram suas propriedades, porém seu emprego é proibido por pressão e lobby da poderosa indústria de adoçantes artificiais.
Um estudo recente analisou os teores de fenóis, flavonoides e proteínas de folhas secas de estevia preparados em três diferentes solventes: água, etanol 96% e mistura glicoaquosa 4:1. Os autores relatam que os extratos contêm quantidades significativas de fitoquímicos com atividade antioxidante e podem ser utilizados como ingrediente de alimentos, suplemento alimentar e cosmético. No entanto, devido à citotoxicidade significativa das preparações etanólica e glicoaquosa, bem como o seu potencial irritante de fibroblasto, a dose apropriada de cada extrato de estevia no alimento ou produto cosmético precisa ser avaliada de forma mais pormenorizada.
Dosagem indicada
Diabetes
1 xícara (chá) de folhas secas, bem picadas em 1 copo de água fervente. Abafe por 10min e coe. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, entre as refeições.
Refrigerante para diabéticos
Coloque 1 colher (sobremesa) de folhas secas, bem picadas, em 1 copo de água fervente. Infusão por 10min. Coe e adicione o suco de 1 limão e gelo. Tome 1 copo 2 vezes ao dia.
Diurético
Coloque 1 colher (café) de folhas secas bem picadas e 1 colher (chá) de folha de abacateiro picada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Desligue o fogo e deixe em repouso por 10min. Em seguida coe em filtro de papel ou de pano. Tome 1 xícara (chá) 2 vezes ao dia, sendo uma no período da manhã e outra à tarde.
Efeitos colaterais
Embora afirmem que a estévia não apresenta efeitos colaterais, deve-se alertar para o fato de uma suposta ação anticoncepcional, já que os índios guaranis a utilizavam para esta finalidade.
É muito importante lembrar que seu uso por diabéticos deve ter sempre acompanhamento médico.