Nome científico: Pimpinella anisum
Nome popular: Anis-verde, anis e pimpinela-branca, a erva-doce.
Partes usadas: Folhas e sementes.
Princípios ativos: O anetol é o principal constituinte ativo; colina, anisulmina, metilchavicol, estragol e ácido anísico.
Propriedade terapêutica: Sudorífico, antiespasmódico, antidiarreico, anti-séptico, digestivo, laxativo e carminativo
Indicação terapêutica: Melhora a digestão, alivia dor de cabeça, fortalece o sistema imunológico, ajuda no tratamento de convulsões, combate a prisão de ventre, alivia sintomas da menopausa e preveni doenças do coração.
Uso popular e medicinal
É carminativo, estomacal (azia, vômitos), diurético, sudorífico, antiespasmódico, antidiarréico, estimulante gastro-intestinal no combate gases do intestino e estômago e aumenta o leite materno.
Suas sementes em infusão são anti-séptico reconfortante para constipações e tosse.
Combate os gases do estômago e intestino, mau hálito, facilita o parto e provoca o sono. Evita também, a epilepsia, flatulências, diarréias, desmaios, vômitos e enjôos durante a gravidez e parto. Mantém a juventude do rosto e é estimulante.
No combate a tosse e catarros, prepara-se uma infusão das folhas e flores, em meio litro de água fervendo.
A erva doce tem bons resultados contra diarréias, especialmente em crianças; contra cólicas do ventre, favorecendo a ação digestiva.
É também, bom para azia. Aumenta o leite das lactantes e o azeite das sementes é indicado para matar piolhos.
É usada para os problemas de asma, digestão difícil, excitação nervosa, insônia e cãibras, como dentifrício, serve para refrescar a boca, purificar o hálito, clarear os dentes e tonificar as gengivas.
O óleo essencial em pequenas doses estimula a respiração e a circulação e em doses elevadas provoca perda de memória, problemas visuais e sonolência.
A essência tem suas propriedades, devida ao anetol, sendo este princípio pouco tóxico. Mas a menor toxicidade por via oral e as pequenas concentrações de anetol em preparações farmacêuticas eliminam as propriedades dos efeitos tóxicos no homem.
O anetol é aromatizante. Estimulante das funções digestivas e carminativo. Mostrou também, atividade inseticida.
Dosagem indicada
1. Chá de erva-doce para melhorar a dor de cabeça e aliviar os sintomas de gripe e resfriado, como tosse, coriza e catarro
Ingredientes: 1 colher de café de sementes de erva-doce seca e 1 xícara de água.
Modo de uso: esmagar ou picar as sementes de erva-doce. Ferver a água e apagar o fogo. Transferir a água para 1 xícara e acrescentar as sementes de erva-doce. Tampar a xícara e deixar repousar por 10min. Coar e beber até 3 xícaras por dia.
2. Óleo essencial usado na aromaterapia para ajudar a reduzir as cólicas menstruais e aliviar os sintomas da menopausa, como as ondas de calor
3. Óleo essencial usado como relaxante muscular e calmante, através de massagem.
Recomendado misturar 2 gotas de óleo essencial de erva-doce com 1 colher de sopa de óleo vegetal, como amêndoas ou coco.
4. Óleo essencial de erva-doce para aliviar tosse e coriza
Colocar 3 gotas de óleo essencial de erva-doce em uma bacia de água fervente e inalar o ar evaporado.
Efeitos colaterais
Quando consumida em excesso, a erva-doce pode causar sintomas, como náuseas, sonolência, vômitos, reações alérgicas respiratórias ou na pele e, em casos mais extremos, pode causar paralisia muscular, convulsões e levar ao coma.
Contraindicações
1 - A erva-doce não é indicada para pessoas com alergia ao anis ou ao composto anetol, para mulheres grávidas ou que amamentam e para crianças menores de 12 anos.
2 - Além disso, o uso dessa erva deve ser evitado por mulheres com câncer de mama, pois pode alterar a produção de hormônios femininos, como o estrogênio, influenciando o tratamento do câncer.
3 - Esta planta também deve ser evitada por pessoas que fazem suplementação com ferro, pois a erva-doce pode atrapalhar a absorção deste mineral.
4 - O óleo essencial de erva-doce pode estimular o surgimento de crises epiléticas em pessoas que sofrem com epilepsia. Dessa forma, é recomendado usar esse óleo somente com orientação de um médico, ou fitoterapeuta