Nome científico: Vanilla planifólia.
Nome popular: Orquídea-baunilha.
Partes usadas: Fruto.
Princípios Ativos: ácido acético, ácido vanilil etílico, carboidratos, álcool etílico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, lipídeos, mucilagem, resinas, taninos, vanilina.
Propriedade terapêutica: Antiespasmódica, antisséptica, antimicrobiana, antioxidante, aromatizante, ligeiramente colerética, digestiva, emenagoga, estimulante, afrodisíaca.
Indicação terapêutica: Alivio de febres e queixas gástricas, afecções uterinas e nervosas, diarreia, disquinesia, espasmos, esterilidade, falta de energia, flatulência, impotência, reumatismo.
Uso popular e medicinal
As sementes minúsculas, frutas inteiras, pó ou extrato de frutas servem como agente aromatizante em alimentos particularmente em confeitaria e doces, às vezes para reduzir a quantidade de açúcar necessária para adoçar os alimentos. Também está entre os ingredientes mais importantes da perfumaria.
A baunilha é usada medicinalmente como afrodisíaco, estimulante e para o alívio de febres e queixas gástricas, embora não haja evidências científicas de sua eficácia nesses casos. Pesquisas mostraram que a vanilina, a principal molécula de sabor da baunilha, tem atividades antimicrobiana e antioxidante.
Vanilla planifolia possui diversos constituintes químicos podendo ser destacados ácido acético, ácido vanilil etílico, carboidratos, álcool etílico, ceras, cinamato, eugenol, fermentos, furfurol, lipídeos, mucilagem, resinas, taninos e vanilina.
Tais substâncias conferem à espécie as propriedades medicinais antiespasmódica, antisséptica, aromatizante, ligeiramente colerética, digestiva, emenagoga, estimulante e afrodisíaca. São indicadas no tratamento de afecções uterinas e nervosas, diarreias, disquinesias hepatobiliares, dispepsias hiposecretoras, espasmos, esterilidade, falta de energia, febres adinâmicas, flatulência, impotência, melancolia histérica, reumatismo crônico.
Em homeopatia, os frutos são utilizados sozinhos ou em mistura com outras ervas em afecções nervosas e uterinas, convulsões, metrite (infecção do útero por bactérias) e hipocondria.
Tradicionalmente as vagens são usadas como afrodisíaco, carminativo, emenagogo e estimulante. Acredita-se que reduzem ou curam febres, espasmos e cáries. Extratos de baunilha (especialmente tinturas de acordo com as farmacopeias) são usados como agente aromatizante em preparações farmacêuticas na forma de xarope.
Contraindicações, efeitos colaterais
As substâncias presentes na V. planifolia também possuem contraindicações e não devem ser ministradas a lactantes, menores de 6 anos, pacientes com alergias respiratórias, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritado, colite ulcerosa, enfermidade de Crohn, hepatopatias, epilepsia, Parkinson e outras enfermidades neurológicas, hipersensibilidade ao óleo essencial de vanila, ao óleo de canela e ao óleo do bálsamo de Peru, gerando frequentemente reações cruzadas.
Como efeito colateral, enfatiza-se que o óleo essencial puro pode ser neurotóxico e produzir dermatite de contato.
A baunilha pode causar reações alérgicas quando aplicada topicamente ou internamente.
O vanilismo é uma condição às vezes vivida por trabalhadores que lidam com baunilha, cujos sintomas são dor de cabeça, dermatite e insônia.