Nome científico: Salvia officinalis.
Nome popular: Salva, chá-da-grecia.
Partes usadas: Sumidades floridas.
Princípios Ativos: Flavonoides, triterpenos, ácido oleânico, diterpenos, óleo essencial, limoneno, pineno, humuleno, linanol livre e esterificado, bornil.
Propriedade terapêutica: Antiespasmódica, antioxidante, anti-inflamatória, antisséptica, antidispéptica.
Indicação terapêutica: Higine bucal e vaginal, distúrbios estomacais, astenia, diminui a transpiração, regula a menstruação.
Uso popular e medicinal
Usa-se a planta toda mas principalmente as sumidades floridas e as folhas, colhidas quando as hastes começam a florir.
Tem a fama de ser panaceia (curar tudo, de "salva", salvar, curar), mas a experimentação não confirma tudo o que dizem dela. A ação antiespasmódica do extrato hidroalcoólico é comprovada por estudo em íleo de cobaia (a parte final do intestino delgado, na maioria dos vertebrados superiores) sob estimulação elétrica.
Também é antioxidante (pelos diterpenos e ácido rosmarínico que possui).
É usada localmente para higine bucal e vaginal (há creme dentifrício que a contém) e oralmente para distúrbios estomacais, como estimulante geral, em astenia e para diminuir a transpiração. Usa-se também para regular a menstruação.
É rica em flavonoide (3%), um derivado luteolol por substituição de hidróxi e metóxi no carbono 6. Tem triterpenos derivados do ursano (ácido ursólico quase sempre), ácido oleânico, diterpenos (carnosol, manool, rosmanol, lactona do éter metílico, ácido carnósico e ácidos fenóis: rosmarínico), óleo essencial caracterizado pela presença de cânfora, cineol e cetonas monoterpênicas bicíclicas como as tuionas (são quase 60% do óleo); limoneno, pineno, humuleno, linanol livre e esterificado, bornil.
A sálvia de Espanha não tem tuionas e o cineol e a cânfora são os mais comuns, e a outra sálvia citada é rica em linalol (de 10 a 30%) e esclareol, um diterpeno usado na indústria de perfumes.
Validada pela presença de tuiona que dá cor vermelha em presença de hidróxido de sódio.
Na aromaterapia o óleo essencial de sálvia é usado como antioxidante, extimulante, tônico, desinfetante, adstringente, sendo indicado para cabeça e cérebro. Ativa os sentidos, a memória e fortalece os nervos.
Dosagem indicada
Antidispéptico (uso interno), anti-inflamatório e antisséptico da cavidade oral (uso externo)
Componentes: folhas secas (3g); água q.s.p. (150ml).
Preparar por infusão
- (interno): acima de 12 anos, tomar 150ml, 10min após o preparo, 2 a 3 vezes ao dia após as refeições.
- (externo): após higienização, aplicar o infuso com auxílio de algodão sobre o local afetado, 3 vezes ao dia. Fazer bochechos ou gargarejos 1 ou 2 vezes ao dia.
Advertência: não usar em gestantes e lactantes. Não usar em pessoas com insuficiência renal, hipertensão arterial e tumores mamários estrógeno dependentes. Não ingerir a preparação após o bochecho e gargarejo. Doses acima das recomendadas podem causar neurotoxicidade e hepatotoxicidade.
Se preferir fazer um vinho: 80g de sálvia em um litro de vinho. Macera-se oito dias e tomam-se 3 colheradas de sopa após as refeições.
Também pode-se tomar 100g de folhas de sálvia, sumidades floridas de tasneirinha e vinho branco.
Para regrar os ciclos menstruais. Exemplifica-se 2 fórmulas de supositórios:
- Extrato hidroalcoólico de salvia, 0,25 g em 5g de manteiga de cacau
- Fórmula universal de Garnier: extrato fluido de sálvia (2g), 0,10g de extrato fluido de solano (erva-moura), unguento popúleo 1 g, 3g de manteiga de cacau, cera branca em qsp (2 vezes ao dia).
Toxicidade
Embora o extrato hidroalcoólico seja pouco tóxico, o óleo é neurotóxico pela presença das alfa e beta-tuionas: pode gerar crises convulsivas pós hipersalivação. Vômitos foram relatados. Há quem diga que o campferol também pode ser responsabilizado por estas ações indesejáveis.