Nome científico: Artemisia absinthium.
Nome popular: Absinto, artemísia, gotas-amargas, losna-maior, erva-santa, erva-dos-vermes, erva-do-fel.
Partes usadas: Folha, flor.
Princípios Ativos: Tujona, flavonoides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenoides, vitaminas B e C, compostos azulênicos, metilcamazuleno.
Propriedade terapêutica: Carminativa, diurética, colagoga, emenagoga, abortiva, antiparasitária, vermífugo, aperiente.
Indicação terapêutica: Queimaduras, otite, micose de pele, ulcerações na pele (tópico), feridas, anemia, perda de apetite, dispepsia, distúrbio biliar, espasmo gastrointestinal, flatulência.
Uso popular e medicinal
Seu principal componente é um óleo essencial que varia de cor verde-azulada ao amarelo-castanho composto principalmente de tujona e alfa e beta-tujona, representando uma porcentagem superior a 40% dependendo do período de colheita. Foram identificados aproximadamente 60 compostos, mono e sesquiterpenos, muitos deles oxidados. Estão presentes o linalol, 1,8-cineol, beta-bisabolol, alfa-curcumeno e espatulenol, nerol elemol.
Possui lactonas sesquiterpênicas (do tipo guaianólidos) responsáveis pelo sabor amargo que são a absintina (0,20 - 0,28%), artabsina, matricina e anabsintina.
Outros constituintes identificados são flavonoides, ácidos fenólicos (cafeico), taninos, ácidos graxos, esteróis, carotenoides e vitaminas B e C. A cor azulada indica a presença de compostos azulênicos, metilcamazuleno e outros.
O óleo essencial obtido das flores, principalmente no início da floração, contém mais tujona do que o óleo extraído das folhas.
A absintina tem propriedade amargo-estomáquica. A tujona possui ação anti-helmíntica contra Ascaris lumbricoides, efeito estimulante do coração e musculatura uterina. Possui também ação antagônica para envenenamentos por narcóticos.
As preparações administradas por via oral produzem um aumento das secreções biliares, gástricas, devido a presença das substâncias amargas. Tem ação estimulante do apetite e favorece a digestão. O óleo essencial possui propriedades carminativas, espasmolítica, antibacteriana e fúngica.
Segundo a Comissão E e ESCOP é indicada principalmente para a perda de apetite, dispepsia e distúrbios biliares, espasmos gastrointestinais e flatulência.
Um trabalho publicado sobre o óleo essencial da artemisia coletada na França e Croácia testou a atividade antimicrobiana in vitro de Candida albicans e Saccharomices cerevisae var. chevalieri.
Dosagem indicada
Utilizar na forma de infusão, tintura e extrato fluido. Decocção para uso externo em feridas, úlceras de pele e compressas.
- Infuso: 1g em 100ml de água fervida e deixando em infusão por 10min. Tomar 2 vezes ao dia.
- Extrato: 10 gotas, 2 vezes ao dia.
- Macerado: 3g em 100ml de vinho por 5 dias. Filtrar e tomar um cálice pequeno 2 vezes por dia, antes das refeições.
Toxicologia
O óleo essencial puro da losna não é recomendado para uso interno. É altamente tóxico por conter tujona na sua composição. A intoxicação manifesta-se através de espasmos gastrointestinais, vômitos, retenção de urina por complicações renais severas, vertigem, tremores e convulsões. O uso prolongado do absinto (bebida alcoólica feita com a losna) produz um efeito conhecido como absintismo, que se caracteriza por transtornos nervosos, gástricos e hepáticos podendo provocar perturbações da consciência e degeneração do sistema nervoso central.
Não deve ser usada por gestantes e crianças menores. Um trabalho publicado em 2002 na Itália confirmou os efeitos neurotóxicos da tujona.
A planta não dever ser usada continuamente e sem prescrição médica.