Nome científico: Mentha pulegium.
Partes usadas: Toda a planta
Princípios Ativos: Ácidos (acético, butírico, fórmico, salicílico, palmítico, rosmarínico), terpenos (limoneno, mentol, linalol, pulegona, isopulegona e outros), taninos, flavonoides, minerais.
Propriedade terapêutica: Carminativa, digestiva, vermífuga, expectorante, antisséptica, antiespasmódica, emenagoga, diaforética.
Indicação terapêutica: Hidropsia, estimulador de funções gástricas, gases intestinais, dores estomacais, afecção da pele, ferida, coceira, picada de inseto.
Nota: Não confundir essa espécie com outra também conhecida como poejo, poejinho ou poejo-miúdo, a Cunila microcephala.
Uso popular e medicinal
O poejo tem longa tradição na medicina popular, tanto em uso interno quanto externo.
Internamente é indicado para expulsar o excesso de gases do intestino ou estômago. Tem a capacidade de estimular o fígado aumentando a secreção da bilis, mas deve-se tomar com prudência devido a forte presença de componentes tóxicos como pulegona e isopulegona.
Apresenta os componentes mentol e ácido salicílico, assim o poejo também serve para baixar a febre e agir contra gripe, resfriado e dores. É considerado bom expectorante, pois ajuda a dissolver a mucosidade dos brônquios.
Tem componentes com propriedades anticoagulantes, que melhoram a circulação sanguínea e previne o chamado Mal de Altitude, um transtorno que acomete pessoas que sobem a uma altitude de aproximadamente 2.500 m sem que o organismo tenha tempo de adaptação. Outros usos internos incluem tratamento de dores nas articulações produzidas por enfermidades de caráter reumático como artrite.
Externamente, do poejo é feito um remédio para afecções da pele, feridas, coceiras e picadas de inseto.
O nome da espécie pulegium origina do latim pulex que significa "pulga", dado que na antiguidade a planta foi usada para afugentar esse parasita.
Dosagem indicada
Estimular as funções gástricas
Infusão: 20g de planta fresca em 1 litro de água, ou 4 a 5g por xícara de chá, ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara de chá. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O infuso deve ser tomado 10min. antes das refeições, juntamente com o suco de 1/2 limão.
Contra gases intestinais e dores estomacais
Infusão: 2 colheres de sopa de folhas secas ou o dobro de folhas frescas, em 1 litro de água fervente. Infusão por 10min. Coar e tomar 2 xícaras ao dia.
Contra afecção da boca, constipação e gripe
Infusão: 1 colher (sopa) de flores e folhas em 1 xícara (chá) de água fervente. Coloque 1 colher (sopa) de flores e folhas de poejo em 1 xícara (chá) de água fervente. Apague o fogo. Coe e faça bochechos 2 vezes ao dia.
Chá: infuso de 5g de folhas em 100ml de água fervente por 10 min. Tomar 3 vezes por dia, após as refeições.
Toxicologia
Acredita-se que a pulegona cause efeito tóxico em altas doses. Devido à presença do borneol, não se recomenda o uso de planta por grávidas, especialmente nos 3 primeiros meses.
Outros usos
Serve para afugentar pulgas, mosquitos, carrapatos e outros parasitas.