Nome científico: Cissus verticillata.
Nome popular: Insulina-vegetal, cipó-puçá, puçá, pucá, anil-trepador, uva-brava, tinta-dos-gentios.
Partes usadas: Folhas, ramos.
Princípios Ativos: Esteróis, quinonas, compostos fenólicos, antocianinas, aminoácidos, alcaloides, saponinas, taninos, açúcares, esteróis, lactonas sesquiterpênicas, flavonoides.
Propriedade terapêutica: Sudorífica, hipotensora, preventiva de derrame, antidiabética, anti-inflamatória, antirreumática, estomáquica, anti-hemorroidária.
Indicação terapêutica: Diabetes, taquicardia, hidropsia, problemas respiratórios, hepáticos e renais, ovários, epilepsia, furúnculos, abcessos, gânglios inflamados.
Uso popular e medicinal
Seu uso popular principal é o tratamento de diabetes. O chá feito dos ramos e folhas é considerado sudorífico e hipotensor, sendo por isso usado nas doenças do coração como taquicardia e hidropsia.
Indicada para problemas respiratórios, hepáticos, renais, ovários e para a epilepsia. As folhas amassadas servem para furúnculos, enquanto que as folhas aquecidas são utilizadas em abcessos e gânglios inflamados.
Constituintes químicos principais: esteróis, quinonas e compostos fenólicos nas folhas e antocianinas nos frutos, aminoácidos, alcaloides, saponinas, taninos, açúcares, esteróis, lactonas sesquiterpênicas e flavonoides. Dentre os minerais destacam-se magnésio, manganês, silício, cálcio, fósforo e potássio.
De suas folhas é feito o chá usado no tratamento de doenças do coração, taquicardia, hidropsia, tremores e para baixar a pressão arterial. Diversos estudos são realizados nas áreas da farmacologia, ciências da saúde e fitoquímica devido a sua utilização eficaz como anti-inflamatório, antiepiléptico, anti-hipertensivo, antitérmico, antireumático e antidiabético.
Foi detectada nas folhas de C. verticillata a presença de compostos como taninos, compostos redutores, triterpenos esteróides, aminoácidos, compostos graxos e flavonoides.
A planta é bem usada na região de Manaus (AM) na forma de chá das folhas para diabetes, colesterol, hemorragias e inflamações. E o chá das folhas, gavinhas e caules para diabetes, colesterol, inflamações e pedras nos rins.
O sumo de C. verticillata é usado na medicina tradicional paraense em associação com o de outras espécies para o tratamento das sequelas do acidente vascular cerebral.
Em Lavras (MG) menciona-se o uso como antidiabético na forma de chá a ser ingerido continuamente, daí a denominação “insulina vegetal”. Admite-se que ela esteja baseada na ocorrência de certos flavonoides no chá preparado com o vegetal.
Dosagem indicada
Infuso ou decocto a 2%: 50 a 200ml por dia.
Extrato fluido: tomar 1 a 4 ml por dia.
Tintura: tomar 5 a 20 ml por dia [1].
Chá: prepara-se a partir da trituração das folhas, gavinhas e caules, colocar em água e ferver por 5 a 10min. Para obter 1 litro de chá usam de 5 a 8 folhas. Tomar 1 xíícara (chá) 3 vezes ao dia.