Nome científico: Myroxylon peruiferum.
Nome popular: Óleo-balsamo, bálsamo-de-tolu, pau-bálsamo, resina-de-tolu.
Partes usadas: Folhas, frutos, óleoresina.
Princípios Ativos: Resinas (até 80% de ácido cinâmico), óleos voláteis (50-65%, benzoato de benzilo, cinamato benzilo e outros com nerolidol); cinameína (50-70% em bálsamo peruano etc.)
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatório, expectorante, antisséptico.
Indicação terapêutica: Feridas, úlceras, sarnas, tosse, bronquite, catarro, dor de cabeça, reumatismo, torcicolo, tuberculose.
Uso popular e medicinal
A história medicinal do bálsamo-do-perú começou com os índios da América do Sul e Central, que o utilizavam para estancar o sangramento e promover a cicatrização de feridas mediante estímulos na pele. Foi também conhecido por ter efeitos diuréticos e utilizado para expelir vermes.
O bálsamo tem sido utilizado em odontologia para o tratamento de alveolite (extração pós-alveolite) e como componente de material dentário. Já foi amplamente usado no tratamento da sarna e, na forma de supositórios, para tratar hemorroidas.
Atualmente suas folhas e frutos são usados em preparações tópicas para o tratamento de feridas, úlceras e sarnas. Tem sido empregado também como aditivo de xaropes para tosse e de produtos para inalação, com propriedades antissépticas e expectorantes. Os índios da Amazônia tem usado sua resina (bálsamo) para abcessos, asma, bronquites, catarro, dor de cabeça, reumatismo, torcicolo e tuberculose.
Há um trabalho de pesquisa que visa extrair e determinar a composição do óleo essencial do bálsamo-do-peru por dois diferentes métodos de extração e comparar os resultados entre eles.
Cuidado
Bálsamo-do-perú só pode ser aplicado externamente e não internamente por causa de efeitos alérgicos secundários.