Nome científico: Lychnophora ericoides.
Nome popular: Arnica-de-goiás, arnica-do-campo, arnica-da-serra, falsa-arnica.
Partes usadas: Raiz, folha, inflorescência.
Princípios ativos: Ácidos cafeoilquínicos, vicenina-2
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatório, analgésico, cicatrizante.
Indicação terapêutica: Machucado, contusão.
Uso popular e medicinal
Resultados de ensaios farmacológicos mostram que as propriedades farmacológicas estão distribuidas em partes distintas da planta. As raízes são predominantemente analgésicas e as folhas são tanto analgésicas quanto anti-inflamatórias.
Estudos fitoquímicos apontam que o gênero Lychnophora acumula triterpenoides, derivados do cariofileno e alfa-humuleno, lactonas sesquiterpênicas, lignanas, fenilpropanoides (ácidos cafeoilquínicos) e flavonoides.
Devido ao amplo uso pela população, L. ericoides é reconhecida como a mais comercializada do gênero. Pequenas empresas vendem extratos alcoólicos e hidroalcoólicos de suas folhas, inflorescências e raízes para fins analgésicos, anti-inflamatórios e cicatrizantes.
Estudos farmacológicos foi isolada a lactona sesquiterpênica (LST) centraterina a partir do extrato de lavagem das folhas com diclorometano e a LST goiasensolido de cultura de calos.
A literatura relata que estas duas LSTs apresentam atividade anti-inflamatória in vitro, estando entre as mais potentes na inibição do fator transcricional central da inflamação, o fator nuclear KB (NF-KB).