Nome científico: Peumus boldus Molina.
Nome popular: Boldo.
Partes usadas: Folhas.
Princípios Ativos: Óleo essencial (eucaliptol, ascaridol, cineol, eugenol, alfa-pineno), alcaloides (boldina 0,1%, iso-coridina, nor-isocoridina, N-metil-laurotetanina, esparteína), taninos.
Propriedade terapêutica: Tônica, excitante, aperiente, digestiva, carminativa, diaforética, calmante, estomáquica, eupéptica, colerética, diurética, antidispéptico, colagogo, colerético.
Indicação terapêutica: Afecções do fígado e do estômago, litíase biliar, cólica hepática, hepatite, dispepsia, tontura, insônia, prisão de ventre, reumatismo, gonorreia.
Uso popular e medicinal
Atribuem-se ao boldo incontáveis virtudes medicinais. Tônica e excitante, constitue em decocão medicamento especialmente indicado para afecções do fígado e do estômago.
De modo geral atua contra hepatite, litíase biliar, cólica hepática, congestão do fígado, flatulência, dispepsia, dor de estômago, distúrbio gástrico e digestivo, inapetência, fraqueza orgânica, tontura, insônia, prisão de ventre, cólica intestinal, reumatismo e gonorreia.
Combate a má digestão, fortifica o estômago e os nervos. Limpa as manchas da pele, especialmente as do rosto causadas por distúrbios do fígado.
Usa-se o cozimento do boldo externamente para banhos e pedilúvios no combate ao reumatismo, à hidropisia, afecções da pele, sífilis, blenorragia e outras enfermidades semelhantes.
O boldo promove o aumento da produção e fluxo de bílis e regula a atividade da vesícula biliar. O perfume do boldo recorda o de hortelã e melissa.
Os incas utilizavam as propriedades do boldo contra sangramento e como amargo estimulante do estômago.
Dentre os princípios ativos são encontrados glicosídeos (glucoboldina ou boldoglucina), flavonoides, sitosterol, ácido oleico, linoleico, linolênico e substâncias minerais.
Dosagem indicada
Colecistites, eliminador de cálculo biliar (ácido úrico e oxalato de cálcio)
Em 1 xícara (chá) coloque 1 colher (sobremesa) de folhas picadas e adicione água fervente. Abafe por 20 minutos e coe. Tome 3 xícaras (chá) ao dia, sendo uma em jejum e as demais 30min antes das principais refeições.
Afecções gástricas, afecções hepáticas, afecções renais, inapetência
Coloque 3 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 5 dias, agitando o líquido de vez em quando. Coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições.
Insuficiência hepática, colecistites, cálculo biliar (ácido úrico ou oxalato de cálcio), inapetência
Coloque 2 colheres (sopa) de folhas picadas em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 5 dias, mexendo de vez em quando. Coe. Tome 1 colher (café) diluído em um pouco de água antes das principais refeições. Antes de usar, coloque as doses diárias ao sol para evaporar o álcool.
Colecistites, cálculos biliares
Decocção: ferver 15g de folhas de boldo em 1 litro de água por 2min. Coar, adoçar e beber duas xícaras (chá) por dia.
Vinho medicinal.
Macerar por 3 dias 30g de folhas de boldo em um litro de marsala. Filtrar o líquido, colocá-lo em uma garrafa e consumir um calicezinho ao fim de cada refeição.
Atenção: Adquirir a planta somente em casas especializadas, visto que não cresce no Brasil e somente é encontrada na forma seca.
Toxicologia
Pode provocar vômitos se tomar doses maiores que as recomendadas.
Cuidados com a planta seca, as folhas dessecadas vão reduzindo os teores das substâncias citadas à medida que envelhecem, até tornarem-se inúteis tanto para fim medicinal quanto aromático.
Os estoques velhos deverão ser substituídos por folhas novas da última colheita.