Nome científico: Marrubium vulgare.
Nome popular: Marroio-branco, marroio-de-frança, marroio-vulgar, marrulho; bom-homem, erva-virgem (Brasil)
Partes usadas: Folha, partes aéreas floridas.
Princípios Ativos: Lactonas diterpénicas, ácidos fenólicos, saponósidos, sais minerais, flavonoides, antocianinas, alcaloides.
Propriedade terapêutica: Digestiva, expectorante, colerética, antipirética.
Indicação terapêutica: Dispepsia, anorexia, flatulência, afecção brônquica, gota, hipertensão arterial, tosse, bronquite, perda de apetite.
Uso popular e medicinal
Indicada para dispepsias hipossecretoras, anorexia, flatulência, disquinesia hepatobiliar, afecções brônquicas, estados que beneficiam com boa diurese como infecções urinárias, gota, hipertensão arterial. As principais indicações são tosse produtiva, bronquite, sintomas dispépticos associados a disfunção hepatobiliar.
Os constituintes amargos são responsáveis pelas propriedades digestivas. Os saponósidos têm propriedades secretolíticas (expectorante e colerética) para além de uma ação antipirética. Em relação à colerética contribuem os ácidos fenólicos. Ação diurética ligeira pelos sais.
Além dos constituintes citados no quadro-resumo, são encontrados também: lactonas diterpénicas amargas (marrubiina 1 a 2%, premarrubiina, marruiol, peregrinol, vulgarol), ácidos fenólicos (derivados do ácido cafeico, ácido ferúlico), saponósidos, vestígios de óleo essencial, colina, taninos (2 a 3%), sais minerais, flavonoides (O-heterósidos e C-heterósidos de flavonas), antocianinas, alcaloides tipo pirrolidina betonicina (0,3%).
Usos aprovados pela Comissão "E" (German Commission E Monographs) do Ministério da Saúde da República Federal Alemã: perda de apetite, dispepsia com enfartamento e flatulência.
Dosagem indicada
Uso interno: dose média diária: 4,5g
Infusão: uma colher de sobremesa por chávena, 3 chávenas por dia, como aperitivo antes das refeições.
Tintura: (1:10): 50 a 100 gotas, 1 a 2 vezes por dia.
Pó: 100 mg por cápsula, 1 a 5 vezes por dia.
Contraindicações
Contraindicado a dispepsias hipersecretoras.
Trata-se de uma planta com constituintes amargos, pelo que não é bem tolerada quando da existência de gastroenterite ou de síndromes acompanhados de náuseas ou vômitos. Ao se usarem infusões, estas devem ter corretoras de sabor. Empregar tratamentos descontínuos, por períodos curtos.