Nome científico: Salvia hispanica.
Partes usadas: Semente, folha (óleo essencial).
Princípios Ativos: Mucilagem, ácidos graxos essenciais, vitaminas (B3, B9), fibra, cálcio, oligoelementos.
Indicação terapêutica: Prisão de ventre, controle de glicemia, diabetes, hipertensão, obesidade.
Uso popular e medicinal
O interesse atual na planta deve-se ao seu alto conteúdo de ácidos graxos essenciais (ômega-3) e a capacidade de reter água, devido a mucilagem que contém.
Estuda-se também a introdução das sementes na alimentação de animais de granja para aumentar o conteúdo de ômega-3 em ovos e laticínios.
Chia é consumida na forma de farinha obtida da moagem das sementes. O valor nutricional dessa farinha é recomendado em preparações como pães, bolos, barras, bebidas, molhos etc. O azeite, resultante da prensagem das sementes, embora não seja usual e cara no preço, é também rico em ômega-3. Indica-se chia para todos com déficit nesta substância, dieta acidificante e pobre em fibra.
Mulheres grávidas beneficiam-se da chia, que ajuda a controlar a glicemia, fornece aporte extra de ácido graxo, é fonte de cálcio, oligoelementos, vitaminas B3 (niacina) e B9 (ácido fólico). Na menopausa, a espécie ajuda a regular a absorção de açúcares, colaborando no controle de perda de peso.
Esportistas de resistência têm na chia um grande aliado devido a capacidade de melhorar a absorção lenta de açúcar durante a jornada de exercícios, melhorando o rendimento de atletas.
Devido a alta quantidade de fibra controladora do trânsito intestinal, recomenda-se contra prisão-de-ventre. Junto a uma dieta adequada de diabético, ajuda a melhorar a absorção de açúcar.
Ao lado da linhaça e noz, chia é alimento com maior conteúdo de ômega-3 existente, desempenhando importante papel no tratamento de problemas cardiovasculares como hipertensão.
A fibra de chia proporciona saciedade, repercutindo em menor ingestão de alimentos. Por esta razão é útil contra obesidade.
Uma tese de doutorado em Alimentos e Nutrição na UNICAMP avaliou os efeitos da ingestão da semente e do óleo de chia sobre mecanismos fisiológicos e bioquímicos na prevenção e no tratamento da obesidade e comorbidades, induzida por dieta em modelo animal. Segundo a autora, "os produtos estudados têm comprovado efeito biológico e potencial funcional e por isso podem beneficiar o estado de saúde da população, seja via suplementação ou por enriquecimento de alimentos".
Seu trabalho forneceu subsídios à introdução destes compostos na dieta habitual da população como coadjuvante na prevenção e no controle de desordens metabólicas crônicas, incentivando pesquisas clínicas a este respeito.
Dosagem indicada
Prisão de ventre
2 a 4 colheres (chá) diariamente, durante 1 semana, junto com 1 copo de água. Recomenda-se fazer hidratação, consumir bactérias lácteas (de iogurte), seguir uma dieta abundante em vegetais, frutas, cereais integrais e legumes. Praticar caminhadas ajuda a ativar o trânsito intestinal.
Obesidade
Ingerir 1 colher (chá) em 1 copo de água 30min antes da refeição, 3 vezes ao dia.para hidratar a fibra presente nas sementes e aumentar o volume no estômago, deixando a sensação de estômago cheio e satisfeito. Além disso, os carboidratos dos alimentos são absorvidos lentamente, desaparecendo a ânsia por comida. A perda de peso pode ser ainda maior se acompanhada de dieta baixa em gorduras.
Hipertensão
Recomenda-se acrescentar 2 colheres (chá), 2 a 3 vezes ao dia nos pratos, ou tomar com iogurte ou 1 copo de água antes das refeições. A importância dessas sementes na saúde cardiovascular está na propriedade de proporcionar saciedade (ajuda na manutenção do peso), aporte de ômega-3 e de minerais antioxidantes.
Diabetes
A ação da chia decorre de suas fibras. Acrescente 1 colher (chá) de chia nos pratos com saladas, frutas, legumes e cereais, para ajudar a absorver mais lentamente os açúcares da comida.