Nome científico: Plinia cauliflora.
Nome popular: Jabuticaba-açu, jabuticaba-paulista.
Partes usadas: Fruto
Princípios Ativos: Altos teores de carboidratos, fibras, vitaminas, flavonoides, carotenoides e sais minerais. A casca é rica em antocianinas (cianidina-3-glicosídeo e delfinidina-3-glicosídeo).
Propriedade terapêutica: Antioxidante, antialérgico.
Indicação terapêutica: Problemas cardíacos, estabilizador do açúcar no sangue de diabéticos, prisão de ventre, asma.
Uso popular e medicinal
Este fruto tropical é muito apreciado por apresentar características sensoriais interessantes para o consumo in natura, além de ser utilizado na fabricação de geleias, bebidas fermentadas, vinagre e licores, tendo um grande potencial econômico.
Possui elevado valor nutricional por conter teores de carboidratos, fibras, vitaminas, flavonoides, carotenoides e sais minerais em quantidades relevantes quando comparado a outros frutos semelhantes.
A casca do fruto de jabuticaba é rica em antocianinas, uma subclasse de flavonoides. Substância que protege o coração, antocianinas são pigmentos responsáveis por uma variedade de cores atrativas e brilhantes de frutas, flores e folhas que variam do vermelho vivo ao violeta e azul Daniela Brotto Terci, pesquisadora do Instituto de Química da UNICAMP, mediu a dosagem de antocianinas da jabuticaba, amora e uva. Os números representam a quantidade de miligramas das antocianinas por grama da fruta: jabuticaba 314, amora 290, uva 227.
Atualmente observa-se crescente interesse no uso de antocianinas nas indústrias alimentícia, farmacêutica e de cosméticos. A indústria de alimentos gera grande quantidade de resíduos, sendo os principais as cascas, caroços e sementes de frutos. Estes podem ser utilizados como matéria-prima, agregando assim valor ao material que seria descartado.
A planta apresenta propriedades adstringentes. Existem relatos de que o chá obtido com o cozimento de suas cascas é utilizado em diarreia, disenteria. E em gargarejos contra as inflamações crônicas das amígdalas.