Nome popular: Folha-de-santa-luzia, erva-capitão, capitão-do-brejo, barbarrosa, para-sol, cicuta-falsa, hidrocotia.
Nome científico: Hydrocotyle umbellata L.
Partes usadas: Toda a planta. Formas farmacêuticas: emplasto ou infuso.
Princípios ativos: Triterpenos, saponinas, flavonoides, compostos poliacetilenos, leucoceramidas.
Propriedade terapêutica: Anticatártico, anti-hidrópico, antirreumático, antissifilítico, aperiente, desobstruente do fígado e intestino, diurético, emético, purgante, tônico.
Indicação terapêutica: Síndrome de Down, infecção dos olhos, hipertensão arterial, tônico para o cérebro, coceiras, alergias de pele.
Uso popular e medicinal
Estudos etnobotânicos relatam que essa planta é usada como verdadeira panaceia, sendo empregada como diurético, anti-hipertensivo, para tratar úlceras na pele, eczema, dermatite, psoríase, erisipela, reumatismo, tuberculose e distúrbios do baço, do fígado e intestino.
Na medicina popular brasileira a decocção das folhas (fresca ou seca) é usada em banhos e oralmente para o tratamento de processos inflamatórios.
Apresenta potencial medicinal na folha, no pecíolo e no rizoma, sendo que as folhas são também consideradas tóxicas.
A planta toda é empregada na medicina caseira. O suco das folhas e do pecíolo é usado na remoção de sardas e manchas na pele. O suco do rizoma é de uso interno e é tido como anticatártico, anti-hidrópico, antirreumático, antissifilítico, aperiente, desubstruente do fígado e intestino, diurético, emético e tônico.
Indicada para infecção dos olhos, cujas folhas e hastes devem ser maceradas em água para banhar. Ligeiramente tóxica, seu uso não deve ser abusivo. Recomenda-se 5 folhas com as respectivas hastes para 1 chávena de chá. Médicos indianos recomendam-na principalmente como tônico para o cérebro, tendo-se conseguido melhoras até com crianças retardadas. É ainda diurético e calmante. É indicado para doenças da pele como coceiras e alergias, neste caso esfregando as folhas (sempre com as hastes), banhando com a planta em infusão ou macerada em água e tomando o chá. Resolve também problemas de hipertensão arterial.
Apresenta atividade analgésica e anti-inflamatória em diferentes modelos experimentais, sugerindo uma migração e ação antiedematosa que pode ser devido ao bloqueio ou inibição na liberação de histamina ou serotonina.
Os rizomas são usados como diurético, vomitivo e antirreumático. Emplastos são usados como cicatrizante e na medicina popular como purgante e diurético.
Dosagem indicada
Usam-se as folhas frescas, secas e feitas em pó. Para a planta fresca, usam-se 1 xícara (chá) de leite ou água e 5 folhas com hastes batidas ou fervidas. Adicionar 1 pitada de açafrão e 1 colher de mel de abelhas. Se preferir pode extrair o suco. Para o pó, 1 colher (chá) em meio copo de água ou leite, adicionando 1 colher (chá) de açafrão ou mel.