Nome científico: Myracrodruon urundeuva.
Nome popular: Urundeuva, aroeira, aroeira-preta, uriunduba, aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, almecega.
Partes usadas: Tronco, casca, resina, folha, flor, semente.
Princípios ativos: Fenóis, taninos.
Propriedade terapêutica: Adstringente, balsâmica, analgésica, cicatrizante, anti-inflamatória, antibacteriana, hemostática.
Indicação terapêutica: Inflamação de garganta, gengiva, pele, enfermidades genitais e urinárias, vias respiratórias, gastrite, úlcera estomacal, resfriado, diarreia, reumatismo, regulação do ciclo menstrual.
Uso popular e medicinal
Cascas e resinas são ricas em fenóis e taninos, sendo amplamente utilizadas na medicina tradicional como adstringente, balsâmica, analgésica, cicatrizante, anti-inflamatória, antibacteriana e hemostática. É empregada no tratamento de inflamação de garganta, gengiva, pele, enfermidades genitais e urinárias, vias respiratórias, gastrite, úlcera estomacal, resfriado, diarreia, reumatismo, regulação do ciclo menstrual.
A casca é fonte de tanino para curtimento de peles e folhas oferecem material corante para tingimento de tecidos.
A semente serve como tempero.
Foi feito um levantamento do uso fitoterápico da M. urundeuva na população agrária de Jardim, cidade do interior do Estado de Ceará (Brasil). Constatou-se que uma das principais formas de uso são os sabonetes como cicatrizante, os cozimentos para banho de acento e creme vaginal contra pruridos vaginais. Chás ou infusos são indicados contra inflamação de garganta e gastrite. Extrato e tintura são usados como cicatrizante.
O sabonete de aroeira é usado na higiene pessoal íntima. Atua na prevenção de infecção vaginal e tem grande poder de cicatrização. Extratos da aroeira atuam como cicatrizante. Extratos hidroalcoólicos da entrecasca atuam como anti-inflamatório, analgésico, antiúlcera, anti-histamínica e antibradicinínica.
Além de cicatrizante, a tintura atua como antibacteriano reduzindo a contaminação de escovas dentárias por Streptococcus mutans (bactéria gram-positiva causadora da cárie, principalmente entre crianças).
O decocto da casca serve em banhos de acento contra pruridos vaginais, após o parto, como cicatrizante e anti-inflamatório. O mesmo decocto é usado para doenças dos sistemas urinário e respiratório, na hemoptise e na hemorragia uterina.
Dependendo de como é usado o chá e da combinação (chá e lambedor e/ou chá e xarope), pode ser indicado para febre, gripe, ferimentos, diarreia, inflamação e reumatismo.
Dosagem indicada
Inibir a fome
Infusão da casca, uma colher de chá antes das refeições, ou mascar uma pequena lasca.
Arranhão, corte, picada de insetos, ferimento em geral
A maceração da casca (uso externo ou interno) acelera a cicatrização. Se misturar com 30% de angico macerado, torna-se bactericida e potencializa a cicatrização.
Contraindicação
Em todas as partes da planta foi identificada pequena presença alquilfenóis, substâncias causadoras de dermatite alérgica em pessoas sensíveis.
As partículas que se desprendem de sua seiva e madeira seca podem causar afecção cutânea parecida com urticária, edema, febre e distúrbio visual, razão pela qual deve-se ter cautela no uso de preparações de aroeira.