Nome científico: Bixa orellana.
Nome popular: Urucu, urucu-ola-mata, achiote, bixa, açafrão-do-Brasil.
Partes usadas: Semente, raiz, folhas.
Princípios Ativos: Flavonoides, flavonas, ácidos fenólicos, açúcares livres, ácidos graxos saturados, carotenoides, bixinos, norbixina, vitamina C.
Propriedade terapêutica: Expectorante, hipotensor, vermífugo, afrodisíaco, digestivo.
Indicação terapêutica: Emagrecimento, bronquite, faringite, doenças pulmonares, asma, febre, moléstias cardiovasculares, ferimentos, queimaduras, inflamação.
Uso popular e medicinal
O urucum é utilizado tradicionalmente pelos índios brasileiros (juntamente com o jenipapo, de coloração preta) e peruanos como fonte de matéria-prima para tinturas vermelhas para os mais diversos fins, principalmente proteger a pele contra o sol e picada de insetos. Há também o simbolismo de agradecimento aos deuses pelas colheitas, pesca ou saúde do povo.
No Brasil, a tintura de urucum em pó é conhecida como colorau, é usada na culinária para realçar a cor dos alimentos. Esta espécie vegetal ainda é cultivada por suas belas flores e frutos atrativos. Ao passar urucum na pele ele penetra nos poros. Ao longo do tempo, a pele passa a ter uma tonalidade avermelhada constante e definitiva, pois os poros se entopem de urucum e não conseguem mais eliminá-lo.
O fruto é rico em cálcio, fósforo, ferro, aminoácidos e vitaminas B2, B3, A e C. Contém cianidina, ácidos elágico e salicílico, saponinas e taninos, fitoquímicos que ajudam a prevenir e tratar doenças.
Costumam misturar as sementes com óleo de coco ou azeite de oliva para produzir um remédio caseiro para uso tópico em queimaduras, feridas e picadas de insetos, sem ocorrer a formação de cicatrizes.
As sementes também são usadas com sucesso para a cura da icterícia.
Para crianças, o chá das sementes deve ser dado para matar vermes.
O uso da tintura remonta a antiguidade, para tratar doenças venéreas e controlar os sintomas da menopausa.
O chá das folhas regula o nível do colesterol, trata hepatite, malária, diminui a pressão sanguínea e combate os efeitos de mordida de cobras venenosas.
Dosagem indicada
Possui propriedades expectorantes, limpando o muco acumulado e combatendo a asma, tosse e bronquite.
Para quaisquer dessas condições, deve-se ferver 10 folhas em 1 litro de água por 10min exatos. Divida em 3 partes, que devem ser consumidas de manhã, à tarde e à noite. Caso o problema seja no exterior do corpo, faça a mesma receita e aplique de maneira tópica por várias vezes no dia.
Hemorroida
Deve-se ferver 1 vagem seca em 1 xícara de água e beber pelo menos 3 vezes na semana, até quando necessário.
Emagrecimento
Usam-se as sementes para queimar calorias, acelerar o metabolismo e diminui o colesterol: 3 sementes (2 x dia) na 1ª quinzena, 4 sementes na 2ª quinzena (2 x dia), 5 sementes na 3ª quinzena (2 x dia) e assim segue até completar 3 meses.
Hipotensor, vermífugo, afrodisíaco, expectorante, doenças pulmonares, asma, bronquite, faringite, febres e moléstias cardiovasculares
Usam-se as folhas em infusão.
Ferimentos e queimaduras
Usam-se as sementes em pó.
Digestivo e anti-inflamatório
Usam-se a raiz em decocção.
Outros usos
Quando industrializadas as sementes produzem um pó vermelho denominado colorau, empregado em tempero culinário.
Utilizado pelos indígenas como repelente e protetor da pele contra os raios solares.
O arilo contém o pigmento bixina, uma matéria-prima de corantes.
A tintura do fruto é poderoso antídoto do ácido cianídrico, veneno contido na raiz da mandioca.