Nome científico: Platonia insignis.
Nome popular: Bacuri-açu, bacuri-do-pará, pacuri, pacuri-uva.
Partes usadas: Óleo das sementes, fruto, casca do fruto.
Princípios Ativos: Tripalmitina, ácidos graxos (palmítico, palmitoleico, oleico). O fruto contém significativa quantidade de fósforo, ferro e vitamina C.
Propriedade terapêutica: Antioxidante, vasorrelaxante, emoliente, umectante.
Indicação terapêutica: Picada de aranha, cobra, dor de ouvido, reumatismo, artrite, tratamento da pele (manchas, cicatrizes).
Uso popular e medicinal
Esta espécie é utilizada na alimentação e como medicinal.
O óleo extraído das sementes é um remédio contra picadas de aranhas, cobras, dor de ouvido e tratamento da pele. É considerado miraculoso contra reumatismos e artrites.
O óleo é obtido com grande trabalho. Colocam-se as sementes de molho em água por mais de 1 ano. Após esse período, são fervidas e o óleo é retirado da superfície da água fervente. A manteiga do bacuri dá um tom dourado à pele. Após ser aplicada, é absorvida em poucos minutos, deixando a pele com um toque aveludado, além de tirar manchas e diminuir cicatrizes.
A composição graxa do óleo de bacuri corresponde a um óleo de alta absorção devido ao elevado nível de tripalmitina (50 a 55%) que age como conducente, penetra rapidamente na pele.
O alto valor do ácido graxo palmitoleico (5,61 %) qualifica o óleo do bacuri como um ótimo emoliente, podendo também ser utilizado como umectante. Outros ácidos graxos presentes são o saturado palmítico (70,26 %) e o monoinsaturado oleico (24,13 %).
O látex derivado da casca é usada na prática veterinária na Guiana.
O óleo das sementes, misturado com óleo de amêndoas doces, é utilizado para tratar eczema e herpes.
Estudos relatam que a espécie possui diferentes fitoquímicos, muitos dos quais possuem propriedades antioxidantes.