Nome científico: Phyllanthus niruri.
Nome popular: Malva-pedra, pombinha.
Partes usadas: Toda a planta.
Princípios Ativos: Alcaloides, ácidos carboxílicos, cimeno, ácido elágico, taninos elágicos, lignana, salicilato de metila, nirurim, nirurine, niruriside, quercetina, quercetol, quercitrina, rutina etc.
Propriedade terapêutica: Diurética, litolítica, aperiente, analgésica, relaxante muscular, anti-infecciosa.
Indicação terapêutica: Litíase urinária (cálculos ou pedra nos rins), estômago, cistite, gonorreia, cólicas, diabetes, disenteria, febre, gripe, tumores, icterícia, vaginite, dispepsia.
Uso popular e medicinal
Quebra-pedra é amplamente usada na América do Sul, onde é considerada o remédio mais popular para pedra na bexiga e nos rins.
Na medicina natural peruana também é utilizada para a hepatite, infecções do trato urinário e como diurético.
No Brasil é um excelente remédio para diminuir o ácido úrico na urina, remover pedras e contra hidropsia urinária (retenção hídrica). A hidropsia é caracterizada pelo acúmulo anormal de líquidos nos tecidos ou em determinadas cavidades do corpo. A progressão da doença inicia-se em um tecido ou membro que começa a inchar, até todo o corpo ser atingido. Os sintomas são fraqueza generalizada e urina escassa.
A lista de indicações é extensa: infecções da bexiga e bloqueios, doenças hepáticas, articulações dolorosas, cistite, doenças da próstata, distúrbios renais, hepatite, diabetes e como relaxante muscular. A ação analgésica e relaxante muscular de seus alcaloides ajuda na expulsão dos cálculos renais, por atuar no relaxamento dos uréteres.
Na Índia é conhecida por pitirishi. Usam-se como remédio caseiro para asma, bronquite, tosse, sede extrema, anemia e tuberculose.
Nas Bahamas, onde é chamada grama ou terra furacão, serve para estimular o apetite, constipação, febre tifoide, gripe e resfriados.
A medicina tradicional chinesa recomenda-a como um excelente hepatoprotetor, especialmente em pessoas que se recuperam de hepatite B.
Quebra-pedra tem sido objeto de muita investigação a partir de meados da década de 1960, para determinar os componentes ativos e as suas atividades farmacológicas. Os grupos de pesquisa da Índia e do Brasil foram os primeiros a realizar esses estudos, pois esta planta era conhecida por todos os povos devido aos seus efeitos terapêuticos em várias doenças.
As pesquisas mais recentes mostram que a atividade antiviral de quebra-pedra estende-se ao virus HIV (imunodeficiência humana).
Dosagem indicada
Litolítico nos casos de litíase urinária (preparar por infusão, uso interno)
Componentes: partes aéreas secas (3 g); água q.s.p. (150ml).
Modo de uso: acima de 12 anos, tomar 150ml do infuso, 10min após o preparo, 2 a 3 vezes ao dia. Advertência.
Advertência: não utilizar em gestantes. Concentrações acima das recomendadas podem causar diarreia e hipotensão arterial.
Litíase urinária e diurético (preparar como tintura, uso interno)
Componentes: partes aéreas secas (10g); álcool 70% p/p q.s.p. (100ml).
Orientação para o preparo: estabilizar o material vegetal submetendo à secagem em estufa a 40ºC por 48h e extrair por percolação. Acondicionar em frasco de vidro âmbar bem fechado em local fresco, seco e ao abrigo da luz.
Advertência: não usar em gestantes, lactantes, crianças menores de 2 anos, alcoolistas e diabéticos. Doses acima das recomendadas podem causar efeito purgativo. Não usar por mais de três semanas. Modo de uso: acima de 12 anos, tomar 5ml da tintura diluídos em 75ml de água, 3 vezes ao dia.
Uso geral
Infusão: 1 xícara de cafezinho da planta fresca picada em ½ litro de água fervente. Infusão por 10min. Coarom e tomar 1 xícara (chá) 6 vezes ao dia.
Relaxamento dos ureteres
Decocção: 2 plantas inteiras em ½ litro de água. Tomar várias vezes ao dia. Suspender por 2 semanas o uso do decocto após 10 dias de uso contínuo.
Toxicologia
Abortiva e purgativa em dosagem acima das normais.