Nome científico: Annona muricata.
Nome popular: Anona (Portugal).
Partes usadas: Cascas, folhas, raízes, frutos, sementes.
Princípios Ativos: Água, carboidratos, fósforo, vitaminas (B1, B2, B3, rica em vitamina C), aminoácidos (triptofano, metionina, lisina).
Propriedade terapêutica: Adstringente, vomitiva, antidiabética, espasmolítica.
Indicação terapêutica: Diarreia, espasmos, reumatismo, artrite, disenteria, afta, cólicas intestinais, abcessos, edema, depressão.
Uso popular e medicinal
Planta usada contra disenteria e como anti-inflamatória, anti-reumática, antitussígena e antiespasmódica. Graviola é adstringente e, portanto, útil para diarreia, disenteria, tosses e bronquites. É rica em vitamina C. Também serve para aftas, cólicas intestinais, abscessos e edema de origem reumática.
Suas folhas cozidas são usadas popularmente contra diarreia e espasmos. As sementes são consideradas adstringentes e vomitivas, enquanto se atribui às cascas ação antidiabética e espasmolítica. Recentemente tem aumentado o interesse pelo chá das folhas, preparado por fervura do modo habitual, como agente emagrecedor e medicação contra alguns tipos de câncer.
Sabe-se por estudos que alguns extratos de graviola podem ajudar a tratar certas infecções com vírus ou parasitas, reumatismo, artrite e depressão.
Em muitos países da África e América do Sul a casca, folha, raiz e fruto desta árvore são usados em remédios tradicionais.
Dosagem indicada
Disenteria - Recomendam o "chá de graviola"
10g de folhas frescas para cada 500ml de água fervente. Infusão por 10min. Coar e beber 3 chávena ao dia.
Bronquites
Usam-se o chá dos brotos das flores.
Disenteria e aftas
O fruto pode ser usado também na disenteria e nas aftas, inclusive como suco.
Reumatismo
Externo há quem use em cataplasma para reumatismo.
Cuidado
Muitos sites na Internet apresentam cápsulas de graviola para a cura do câncer, porém nenhum deles são suportados por organismos cientificamente conceituados. Não há evidência de que graviola funcione como cura para o câncer. Em estudos de laboratório, verificou-se que extratos da planta podem matar alguns tipos de células do fígado e do câncer de mama, resistentes a determinadas drogas de quimioterapia. Mas não são conhecidos estudos de larga escala em humanos.