Nome científico: Euphrasia parviflora.
Nome popular: Consolo-da-vista, erva-da-visão.
Partes usadas: Partes aéreas.
Princípios Ativos: Carboidratos, taninos, alcaloides, esteróis, ácidos fenólicos, glicosídeos iridoides, flavonoides, aminoácidos, óleos essenciais, vitamina (A,C).
Propriedade terapêutica: Anti-inflamatória, antibacteriana, adstringente.
Indicação terapêutica: Olhos cansados, doloridos, terçol, conjuntivite, blefarite, coceira causada por resfriado e alergia.
Uso popular e medicinal
Eufrásia tem sido usada desde a Idade Média para tratar olhos vermelhos (devido a dilatação de vasos sanguíneos) e irritados.
Conforme descrito no American Medicinal Plants, esta erva consta da medicina profissional europeia no início de 1300. Na Gordon's Liticium Medicinae (1305) é mencionada entre os remédios para aflição dos olhos, administrada tanto por via tópica como interna. Na prática homeopática a descrição deve-se a Hahnemann (Materia Medica Pura, 1819).
Talvez por tudo isso seja reconhecida como erva para os olhos. Acredita-se que esta aplicação deve-se à "doutrina de assinatura", método do tempo de Pedanius Dioscorides (40 - 90 dC), segundo o qual qualquer planta que se assemelha a partes específicas do corpo pode tratar doenças que o aflige. Neste caso, as flores de eufrásia têm listras e pontos "parecidos" a olhos vermelhos.
Fato é que esta erva é remédio de uso tanto interno quanto externo para aliviar olhos cansados, doloridos, terçol (infecção das glândulas sebáceas na base dos cílios), conjuntivite, blefarite (inflamação das bordas das pálpebras) e coceira causada por resfriado e alergia.
Um chá feito da erva já foi útil para sinusite, rinite, irritação da mucosa do nariz e outras infecções respiratórias.
Até 1999 são desconhecidos estudos completos dos seus ingredientes. Sabe-se que alguns deles têm propriedades anti-inflamatória, antibacteriana e adstringente. Contém carboidratos, taninos, alcaloides, esteróis, ácidos fenólicos, glicosídeos iridoides (aucubina, loganina e verbenalina), flavonoides, aminoácidos, óleos essenciais e vitaminas (A, C).
As substâncias aucubina, loganina e verbenalina demonstraram efeito positivo sobre a inflamação em animais de laboratório. Aucubina estimula a produção de proteínas envolvidas nos processos de cura, o que pode explicar a eufrásia como uma erva curativa.
Eufrásia é muitas vezes usada em preparações comerciais em combinação com outras ervas também consideradas benéficas para os olhos como mirtilo (Vaccinium myrtillus).
Dosagem indicada
Um chá pode ser feito para consumo, colírio ou compressa.
Ferver algumas colheres (chá) da erva fresca ou seca por pelo menos 10min em 250ml de água. Filtrar através de um filtro de café e tomar.